Em 2025, Josef Newgarden conviveu com a pior temporada em termos de resultados desde que chegou à Penske, equipe que defende desde 2017. Após terminar o campeonato do último ano apenas na 12ª colocação, o norte-americano projeta ser mais consistente e promover um “reset completo” na Indy em 2026.
Newgarden teve uma temporada de altos e baixos em 2025, assim como a própria Penske, que passou por profundas mudanças na gestão após as demissões dos diretores Tim Cindric, Ron Ruzewski e Kyle Moyer na semana que antecedeu a última edição das 500 Milhas de Indianápolis, em meio ao escândalo dos atenuadores adulterados. Na última semana, o time recontratou Cindric, que assumirá a função de estrategista de Scott McLaughlin.
Na corrida final do ano, Newgarden conquistou a única vitória em toda a temporada, mas o bicampeão da Indy minimizou qualquer possível aspecto positivo pelo triunfo no oval de Nashville, em agosto de 2025.
“Não acho que Nashville realmente tenha mudado alguma coisa, para ser honesto. Só fiquei feliz que o ano acabou. Quando chegarmos a St. Pete [abertura da temporada 2026], vai ser um reset completo, com certeza”, comentou Newgarden.

“Precisamos ser mais consistentes. Simplesmente não dá para ter tantos maus resultados quanto tivemos. Há muitos que poderiam ter sido diferentes, mas não foram. Então, temos de focar em ser mais consistentes. É meio simples dizer isso, mas é exatamente a isso que tudo se resume. Se não quisermos terminar em 12º no campeonato, precisamos completar mais corridas”, completou Newgarden.
As mudanças na gestão da Penske, iniciadas em maio, seguem em andamento. No fim do último ano, Jonathan Diuguid, novo presidente da equipe, anunciou a reorganização do organograma interno, processo que teve novo episódio com a controversa recontratação de Cindric na última semana. À época das demissões, em maio passado, Roger Penske — que também é dono da Indy — afirmou que “a integridade do esporte estava acima de tudo” em razão dos escândalos.
Newgarden avaliou que as mudanças na Penske também podem trazer efeitos positivos e ressaltou que a essência da equipe permanece praticamente intacta.
“Certamente, temos muitas mudanças. O núcleo da equipe é muito parecido com aquilo que as pessoas sempre conheceram da Penske. Quando digo ‘núcleo’, falo do coração, das pessoas. Grande parte disso não está mudando. Vai continuar sendo a Penske de sempre. Parte da estrutura será diferente. Algumas formas de trabalhar também vão mudar um pouco”, explicou Newgarden.

“Mudança pode ser algo bom. Podemos progredir algumas das coisas que vínhamos fazendo. Vamos buscar ser versões melhores de nós mesmos ao entrar neste ano. Nos cobramos muito por um padrão elevado. Vamos ver, ao longo do ano, o que o trabalho feito nesta pré-temporada vai mostrar”, encerrou Newgarden.
A Indy retorna às pistas na próxima semana com os testes de pré-temporada em Sebring, nos dias 9 e 10 de fevereiro. Em seguida, a categoria vai ao oval de Phoenix, em 17 e 18 de fevereiro, para dois dias de treinos. O início do campeonato está marcado para o período entre 27 de fevereiro e 1º de março, com o GP de St. Pete, circuito de rua montado na Flórida.
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