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Líder da MotoGP, Martín defende união na Aprilia: “Único jeito de enfrentar Ducati”
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Líder da MotoGP, Martín defende união na Aprilia: “Único jeito de enfrentar Ducati”

Jorge Martín admitiu que a crise com a Aprilia no ano passado o fez amadurecer e ponderou que o único jeito de encarar uma potência como a Ducati e um piloto como Marc Márquez é com uma equipe unida

Juliana Tesser

Publicado em

Jorge Martín classificou a disputa pelo título da MotoGP como uma “maratona”. Agora líder do Mundial de Pilotos, o espanhol defendeu que a Aprilia permaneça unida, já que considera que está é a única forma de “enfrentar uma potência como a Ducati”.

Martín tomou a liderança do Mundial no último domingo, ao fechar o GP dos Países Baixos na terceira colocação. Aproveitando o abandono de Marco Bezzecchi, que caiu na segunda volta, o espanhol virou o jogo da classificação e passou o companheiro de Aprilia por sete pontos.

“A primeira coisa que quero fazer é mandar muita força para Marco, pois vi a queda, sei o que é estar nessa posição, o que é ir para o hospital no domingo e não querer ver ninguém, menos ainda um companheiro”, disse Martín. “Foi um pesadelo, mas nunca imaginei que voltaria a ser líder. Me imaginei voltando a correr de moto, voltando a brigar por vitórias, mas não ser líder depois de dez corridas”, seguiu.

“Tiveram algumas corridas em que eu sofri mais, mas aqui parece que voltamos a encontrar um pouco daquela velocidade. Ainda não estou 100% com a moto, especialmente quando está calor, eu sofro bastante nesta condição, e com a mudança de temperatura. Levo uma pole, um quinto e um pódio, e creio que é a maneira de seguir trabalhando, seguir melhorando. Veremos até onde isso nos leva”, comentou.

Jorge Martín ressaltou que a disputa pelo título é uma corrida de resistência (Foto: Gold & Goose / Red Bull Content Pool)

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Com oito pilotos separados por 63 pontos na classificação, Martín destacou que o campeonato em si é uma “corrida de resistência”.

“Eu acredito que você não desaparece no dia que cai e nem que vai ganhar o Mundial no dia em que vence”, ponderou Jorge. “Isso é uma corrida de resistência, uma maratona. Não estamos nem na metade, ainda falta muitíssimo. Eu venci focando em mim mesmo, independentemente de quem seja a concorrência, o que importa é continuar evoluindo para ter as armas e conseguir lutar quando chegar o momento. Esse é o meu plano e é assim que vou continuar fazendo”, avisou.

Ainda, Martín reconheceu que a experiência de conquistar o título de 2024 e viver o calvário de um 2025 marcado por inúmeras lesões refletem o que ele é hoje.

“Tudo que acontece una minha vida me trouxe até aqui”, resumiu Jorge. “Tudo me ajuda: a experiência de 2023, quando fui vice-campeão, a de 24, o inferno de 25. Tudo ensina algo e, no final, o importante é ter essa fome e essa vontade de seguir querendo brigar para vencer. Isso é óbvio, é para isso que estamos aqui. Se não tivesse essa gana, não estaria aqui. E acho que essa fome é o que me importa”, defendeu.

O #89 também considerou que está mais preparado do que em 2024, já que acredita que todos os dias representam uma oportunidade de evolução.

“Sim, eu sempre me sentirei mais preparado. Trabalho a cada dia, me levanto todos os dias para me sentir mais preparado para treinar, para recuperar, para trabalhar em ser o melhor e cada vez me sentirei mais preparado”, frisou.

O espanhol de Madri indicou, contudo, que é preciso encarar este ano como um ano diferente, sem comparações com 2026.

“Acho que a motivação é muito supervalorizada. Não é todos os dias que se está motivado. O importante é levantar a cada dia e tentar ser melhor. Cada ano é diferente, e é preciso encarar 2026 como 2026”, observou.

Por fim, Martín reconheceu que amadureceu com a crise do ano passado com a Aprilia, quando tentou romper o contrato na metade do prazo usando uma cláusula de performance.

“Tudo o que aconteceu na minha carreira, especialmente no ano passado, me fez amadurecer rapidamente. Houve um rompimento com a Aprilia, que teve de ser reparado à força, e agora estamos reconciliados. Sabendo que no futuro, ao menos pelos próximos dois anos, não estaremos juntos, mas temos um grande ano e uma grande oportunidade, então o importante para todos é estarmos unidos”, defendeu. “Esta é a única forma de enfrentarmos uma potência como a Ducati ou um piloto como Marc. Então temos de ficar unidos e seguir em frente lado a lado”, encerrou.

MotoGP volta a acelerar entre os dias 10 a 12 de julho, com o GP da Alemanha, em Sachsenring, para a 11ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.

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