Paulo Maia, piloto da Turismo Nacional, lamentou o ocorrido em Santa Cruz do Sul na quinta-feira (6) e disse que todos no paddock estão com um “sentimento de luto”. O catarinense ainda estimou em R$ 2 milhões os prejuízos para as equipes e admitiu incertezas acerca da realização da etapa neste fim de semana, a quarta da temporada 2026.
O Rio Grande do Sul passa por um período de instabilidade climática e, na noite passada, o Aviso Meteorológico da Defesa Civil emitiu um alerta para o risco de tempestades severas, com rajadas superiores a 100 km/h, assim como queda de granizo em grande parte do estado. Além disso, os moradores da região foram avisados sobre a atuação de um ciclone extratopical em alto-mar, que também poderia provocar rajadas superiores a 70 km/h nesta sexta-feira.
Como resultado, estruturas da Stock Car e da Turismo Nacional foram danificadas, o que forçou o fechamento do autódromo para permitir a execução dos trabalhos de recuperação antes dos carros irem à pista. No entanto, devido aos estragos, o Grupo Veloci, que inicialmente informou que as atividades estariam suspensas até 12h (de Brasília, GMT-3), confirmou momentos mais tarde que as sessões de hoje não aconteceriam.
“Muito triste o que aconteceu. A gente está aqui com todo mundo de luto. Um olha para a cara do outro, fica sem acreditar no que aconteceu. Chefes de equipe, mecânicos, pilotos. Todo mundo preocupado com o que se foi, e o que se foi não foi pouco. O que se foi são anos construídos. Só a gente sabe o quanto que é trabalhoso para montar uma estrutura de boxe, para estar aqui na Turismo Nacional, para ter os pilotos aqui. É tudo muito difícil”, começou Maia em um vídeo postado nas redes sociais.
“Quem vem assistir a uma corrida não tem noção do que acontece nos bastidores. Os bastidores são bem cansativos. E tudo o que foi construído para essa etapa foi, literalmente, por água abaixo. O prejuízo é absurdo, mas todo mundo está bem. Daqui a pouco haverá uma vistoria aqui no Autódromo, uma vistoria do seguro do Autódromo. Não é uma vistoria das equipes”, seguiu.
“O prejuízo ultrapassa facilmente, só nas equipes da Turismo Nacional, R$ 2 milhões. Uma estrutura de boxe custa no mínimo R$ 70 ou R$ 80 mil”, pontuou. “A gente não sabe se o evento vai acontecer, mas essa é a menor das nossas preocupações. Está todo mundo bem, ninguém se machucou. O Rio Grande do Sul tem a sua marca de reconstrução. E, independentemente de quem perdeu ou do quanto perdeu, o Rio Grande do Sul nos encoraja a reconstruir sempre”, destacou.
“A gente vai reconstruir tudo isso e em um tempo que nem a gente acredita. Porque, no fim das contas, quem conduz a reconstrução é um Deus que é muito forte. Ainda está tudo nublado por aqui, a gente não sabe se haverá uma outra tempestade. E é isso, fiquem na torcida, fiquem em orações, enviem energias positivas para todos nós, porque aqui é um sentimento de luto”, encerrou.
O GRANDE PRÊMIO entrou em contato com a comunicação do Grupo Veloci para entender os impactos logísticos e os planos de mitigação dos possíveis efeitos do ciclone, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.