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Apesar de o prêmio principal estar praticamente definido, a F1 ainda reserva boas disputas para as próximas três corridas da temporada. Lewis Hamilton já está arrumando espaço na estante para exibir o quarto troféu de campeão, enquanto o meio do grid ganhou no último domingo (22) mais ânimo para a disputa de ‘melhor ator coadjuvante’. O GP dos EUA colocou Carlos Sainz Jr., agora de Renault, no páreo com Sergio Pérez e Esteban Ocon, ambos da Force India, pela simbólica ‘estatueta’.

Lá na frente, Sebastian Vettel bem que empolgou a torcida da Ferrari, mas tudo não passou da sexta volta quando ele próprio percebeu que não conseguiria acompanhar o ritmo da Mercedes. O #44 retomou a liderança da prova e pouco foi ameaçado até a bandeirada final. Suficiente para abrir 66 pontos de vantagem para o #5 – o que lhe vale um quinto lugar no México (29/10), Brasil (12/11) ou ainda Abu Dhabi (26/11) para ficar com o título.

Sainz Jr. estava de casa nova no Circuito das Américas. Não que o espanhol precisasse mostrar o seu talento por muito tempo escondido na Toro Rosso, mas seria bom chegar na Renault já pelo menos próximo do ainda ótimo Nico Hülkenberg. O alemão ainda goza de muito prestígio no mundo da F1, mas tem em seu currículo o recorde negativo de maior número de corridas sem vitória. Do outro lado, o novo companheiro de equipe sofreu à sombra do sucesso estrondoso de Max Verstappen, promovido à Red Bull.

(AFP)

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Mesmo com os sucessivos problemas (e punições) no carro de Hülkenberg, a Renault comemorou o fato de novamente ter dois pilotos em uma corrida. Jolyon Palmer poderia ser esforçado, mas seu desempenho era sofrível à bordo de um dos bons carros do grid. Tanto que Sainz Jr. sentou e já classificou na sétima colocação. Na corrida, ainda conseguiu arrancar um sorriso de ninguém menos que Alain Prost, de novo por dentro dos boxes da equipe francesa. Em uma só corrida, foram seis pontos, apenas dois a menos que Palmer fez em 17 oportunidades.

A jogada de fazer Sainz Jr. trocar de equipe no meio da temporada é parte do quebra-cabeças que estão McLaren-Renault e  Toro Rosso-Honda. Liberar um dos talentos da tão falada academia da Red Bull, seria uma forma de seduzir para uma rescisão amigável na equipe subsidiária. Para a Renault, um piloto a mais na briga o deixaria em condições de saltar ainda mais na tabela dos construtores. Com os pontos do espanhol, ultrapassou a Haas (43 pontos), alcançou a sétima posição (48) e já se vê à altura de Toro Rosso (53) e Williams (68). 

Um dos momentos de alegria na garagem amarela foi na volta 35. Sainz mostrou conhecer bem o carro apesar da experiência de treinos livres e classificatório e conseguiu bela ultrapassagem para cima de Pérez. Antes de ser ultrapassado, o mexicano vivia dizendo que estava mais rápido que Ocon e que precisaria de uma chance. Mais do que isso, tentou a estranha tática de prometer devolver a posição se não for adiante. Não só não deu certo como foi ultrapassado. 

Renault saiu da Toro Rosso para receber Sainz Jr. e subir na tabela de classificação dos construtores (AFP)