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google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;Estamos em uma época triste para os fãs de corridas: a Fórmula 1 está de férias, a temporada da F-E acabou e até mesmo a Indy entrou num hiato de algumas semanas. A NASCAR nunca para, claro, além do Mundial de Motovelocidade já ter voltado, entre outros campeonatos. Porém, é fácil sentir aquele vazio no peito, né?
Em parte, isso pode ser aplacado com uma boa corrida… no videogame. Afinal, os games de simulação de automobilismo e motovelocidade movimentam toda uma indústria e o nosso imaginário desde a década de 1970, numa evolução que marcou as nossas vidas. Evolução essa que o GRANDE PREMIUM relembra em um 10+ especial, com dez jogos que ficaram famosos ou marcaram um salto nos games da categoria.
Curta a lista, veja os vídeos e, se tiver saudade, tire o pó daquele disquete ou CD guardado no armário e divirta-se. Ou, se você prefere andar para frente, o segundo semestre de 2017 será marcado por uma série de lançamentos: em 25 de agosto sai o F1 2017, o Forza Motosport 7 pinta no dia 3 de outubro e o Gran Turismo Sport chega em meados do mesmo mês. Não vai faltar opção.
A lista, a seguir, não está em uma ordem de importância ou qualidade, mas simplesmente em sequência cronológica. Cada jogo teve a sua importância dentro da sua própria época.
1) Pole Position (1982)
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Lançado como arcade em 1982, este aqui é um dos primeiros games de corrida a ter um apuro nos gráficos e a conseguir, de alguma forma, trazer um realismo para as corridas virtuais. Os garotos da época ficaram tão impressionados com o jogo que Pole Position acabou sendo o arcade operado por moedas mais jogado em 1983 – e, por isso, foi o título que mais arrecadou dinheiro no mercado de games daquele ano: US$ 61 milhões, ou US$ 151 milhões (R$ 475 milhões) em dinheiro de hoje. O sucesso foi tão grande que, em1984, estreou um desenho animado de mesmo nome e livremente inspirado no game. No Brasil, foi exibido por muitos anos no SBT.
Em Pole Position, o jogador controlava um carro de F1 e corria contra o relógio na pista de Fuji, no Japão – afinal, estamos falando de um título produzido pela Namco. Se conseguisse a classificação, o competidor disputava um GP contra outros carros.
Este foi o primeiro game de corridas a ter uma classificação antes da prova e a ser baseado em um circuito real. Os gráficos também eram incríveis, inspirando praticamente todos os games que vieram a seguir nos anos 1980, com a perspectiva em terceira pessoa e uma vista da pista e do cenário com um ponto de fuga à frente do carro.
2) Hang-On (1985)
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Hang-On é um herdeiro direto de Pole Position e produzido pela Sega, mas com um twist: permitia pilotar motos que eram da categoria 500cc do Mundial de Motovelocidade (a antecessora da atual MotoGP). O gameplay mudava um pouco, claro: a pista (criada especialmente para o jogo) era dividida em várias zonas e o jogador tinha que completar os trechos dentro do tempo estipulado, além de ficar à frente dos adversários.
Sucesso nos arcades, o título foi motivo de polêmica por ter propagandas de cigarros, comuns nas corridas, incluindo marcas JPS e “Malbor”, uma referência à Marlboro.
Depois, Hang-On seria portado para o Master System, vindo na memória de muitos consoles.
3) Indianapolis 500: The Racing Simulation (1989)
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Já no final da década de 1980, os computadores pessoais estavam chegando próximo aos arcades. Um dos primeiros grandes exemplos disso foi o Indianapolis 500: The Racing Simulation, lançado em 1989 e desenvolvido pela Papyrus Design. Todo o jogo vinha em um mísero disquete.
Como o nome indica, o game adaptava as 500 Milhas de Indianápolis, mais exatamente a edição daquele ano (vencida por Emerson Fittipaldi), incluindo o mesmo grid de largada – a exceção era o último colocado, Rich Vogler, que era substituído pelo jogador.
Era possível escolher entre algumas opções de distância da prova, indo de 10 voltas a até a corrida completa, com 200. Também era dava para escolher o conjunto carro-motor no qual ia competir, aumentando gradativamente o grau de dificuldade – as opções eram March-Cosworth, Lola-Buick e Penske-Chevrolet.
O jogo não só tinha um Brickyard muito realista e gráficos poligonais, como também a possibilidade de mexer no acerto do carro, a perspectiva em primeira pessoa, modo replay com várias opções de câmera, a existência de bandeiras amarelas, carros adversários que quebravam ou batiam e até um painel digital no cockpit do Penske.
No entanto, o curioso mesmo era o sistema “antipirataria”: um questionário antes do início do game, com perguntas sobre edições passadas da Indy 500 que só podiam ser respondidas, numa era pré-internet, com o manual do usuário. Ou por quem soubesse tudo sobre a hoje centenária corrida…
Anos depois, em 1993, a mesma Papyrus lançaria o interessante IndyCar Racing, uma espécie de "continuação espiritual" deste aqui.
4) Super Monaco GP (1989, 1990)
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Lançado pela Sega nos arcades também em 1989, Super Monaco GP é a continuação de um jogo de 1979, chamado Monaco GP. E se realismo era o mote do jogo anterior da lista, os japoneses não levaram isso tão a sério neste aqui. Afinal, a versão original consistia de um circuito de Mônaco diferente do real, apesar de algumas semelhanças.
Basicamente, o gameplay consistia de uma classificação numa versão reduzida da pista – e, se o jogador não se qualificasse, o jogo acabava ali. Passando, começava a corrida, que ia eliminando os competidores caso fossem ficando mais para trás.
Porém, a versão mais conhecida talvez seja a do Mega Drive, lançada em 1990. Nela, o game foi expandido para duas temporadas inteiras da F1, ambas baseadas no ano de 1988. Na primeira o jogador começava na Minarae (a versão da Sega para a Minardi) e ia, de acordo com o desempenho, recebendo convite de outras equipes e crescendo no campeonato – e, se casso fosse o campeão, recebia a proposta para correr na Madonna (ou seja, a McLaren). No começo do segundo ano o jogador era desafiado por G. Ceara (ninguém menos que Ayrton Senna), que era praticamente imbatível. Ao ser derrotado (o que era mais provável), o jogador ia para a Dardan (a Dallara) e tinha que recomeçar toda a trajetória para ser campeão novamente. Com dois títulos em duas temporadas, o jogador vencia o game. Tudo isso embalado por uma trilha sonora incrível.
Depois, essa versão do console também foi reaproveitada nos arcades.
Super Monaco GP foi um sucesso em sua época, mesmo que não tivesse uma física muito real. A novidade, mesmo, era a visão dos adversários pelo "retrovisor" – uma parte da tela, que ficava no canto superior.
5) Grand Prix 2 (1996)
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Continuação de World Circuit Racing e desenvolvido por Geoff Crammong, Grand Prix 2 foi o game de corrida mais realista de sua época. Baseado na trágica temporada de 1994, o jogo tinha todas as 14 equipes e os 28 pilotos do GP da Inglaterra daquele ano.
Havia um modo de corrida rápida, é claro, mas o legal mesmo era poder disputar a temporada completa da F1, com treinos livres, classificações (eram duas por GP, naqueles tempos), warm ups, corridas… Dava para acertar o carro de uma forma quase igual ao mundo real, por exemplo. A física também era bem realista, assim como os circuitos, que traziam todos os detalhes do mundo real. Só acabou ficando de fora, mesmo, a possibilidade de correr na chuva.
Como poderia ser muito difícil pilotar para os iniciantes ou para quem não tivesse o conjunto pedaleira e volante, GP2 trazia ajudas como câmbio automático, controle de tração e até “carros indestrutíveis”, se o jogador quisesse.
Apesar disso tudo, o grande mérito do GP2 acabou sendo involuntário. Lançado em 1996, o game pegou o começo da internet e virou um cult da rede, com diversos sets de customização para download (permitindo correr outras temporadas da F1, ou até mesmo outras categorias, como a Indy) e até campeonatos entre gamers. Era o começo do automobilismo virtual.
6) Grand Prix Legends (1998)
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Desenvolvido pela Papyrus Design (a mesma de Indianapolis 500: The Racing Simulation) e lançado em 1998, Grand Prix Legends tinha uma proposta diferente: trazer a experiência das corridas de antigamente. O game era baseado na temporada de 1967 da Fórmula 1, ou seja, antes do advento dos aerofólios e numa era de diversas equipes, chassis e motores. Foi essa temporada, aliás, que marcou a entrada dos motores Cosworth DFV na categoria.
O jogador poderia correr (com gráficos incríveis!) em circuitos míticos como Zandvoort, Spa, Nüburgring e Monza sem chicanes, por exemplo, disputando freada a freada com ases como Jim Clark e Graham Hill. Entre os carros, era possível pilotar os históricos Lotus 49, Brabham BT24 e Ferrari 312, entre outros. Só que tudo isso cobrava um preço: por ser extremamente realista em uma época com carros sem nenhuma ajuda, o GPL era muito difícil para os iniciantes.
Havia, no entanto, algumas ausências: o circuito Bugatti de Le Mans (que recebeu o GP da França de 67) e as equipes Honda e Cooper. Os carros foram substituídos por dois times fictícios: Musarama e Coventry.
Em sua época, o GPL tinha diversas customizações e mods disponíveis na internet, o que era outro atrativo.
7) Colin McRae Rally (1998)
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Na segunda metade dos anos 1990, o rally também era uma febre nos games. Foram alguns jogos que surgiram nessa época, mas nenhum próximo da importância de Colin McRae Rally, da Codemasters. Assinado pelo campeão do Mundial de Rally, morto em 2007 em um acidente de helicóptero, o jogo trazia oito carros e pilotos do Mundial de 1998, ano no qual foi lançado.
O jogador podia pilotar carros como Ford Escort MKII, Seat Ibiza, Lancia Delta, Subaru Impreza WRC ou Ford RS2000 pelos trajetos de oito pistas do mundial.
O título foi um sucesso, estimulando toda uma série de games com o nome de McRae, que, depois, assumiria o título Dirt. O Dirt 4, aliás, saiu agora em 2017 e continua mantendo a chama acessa.
8) NASCAR Racing 4 (2001)
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Que me perdoem os fãs da série NASCAR da EA, que existia na mesma época, mas era a série da Papyrus (eles novamente!) que representava o que de melhor tinha na categoria de stock car norte-americana.
De toda essa fase, talvez o mais memorável seja o NASCAR Racing 4, lançado em 2001. Com cores mais realistas e 21 carros e pilotos da Winston Cup de 2000 (incluindo Dale Earnhardt, que morreria pouco depois), além de 42 pilotos fictícios, o jogo tinha uma física realista e um modo online – e que, por muitos anos, movimentou diversos campeonatos na web.
A Papyrus ainda desenvolveria mais dois jogos da série: NASCAR Racing 2002 Season e o 2003 Season – ambos muito bons e conseguindo até a atenção de alguns pilotos do campeonato real, que usavam os games para treinar. Infelizmente, a empresa fechou em 2004 – mas seus antigos integrantes, incluindo os fundadores, hoje desenvolvem o iRacing.
9) rFactor 2 (2013)
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Este aqui é o simulador dos simuladores. Continuação do rFactor e lançado em 2013, o rFactor 2 possui uma física apuradíssima. Isso acontece porque o jogo é a derivação caseira do rFactor Pro, que a desenvolvedora, a Image Space, fornece, de forma customizada, especialmente para equipes da F1, NASCAR e outras categorias.
Sim, é (quase) o simulador usado pelos grandes pilotos na hora de se prepararem.
Claro que o jogador comum não conta com a Image Space desenvolvendo uma versão customizada, como eles fazem para os times, mas há diversos mods espalhados pela internet, permitindo competir em vários carros, circuitos e categorias com o jogo.
Uma das vantagens do rFactor 2 é a sua inteligência artificial avançada, que “aprende” com os circuitos e adversários.
10) F1 2016 (2016)
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=iA1qDo2LPQ4]
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Nesta lista não poderia faltar um integrante da atual série de games da F1, desenvolvida pela Codemasters desde o F1 2009. A versão do ano passado, o F1 2016, foi a segunda com a engine mais recente da franquia e a segunda para Xbox One e PlayStation 4.
Além dos gráficos impecáveis, que começaram no F1 2015, esta versão reintroduziu o Modo Carreira, permitindo ao jogador “pilotar” por dez temporadas seguidas na Fórmula 1. Ou quase isso, já que ficamos para sempre presos nos carros, equipes e pistas de 2016.
No geral, a experiência de realismo não é igual à do rFactor 2, mas, para os fãs da F1, este jogo é muito mais prático: é só ligar o console ou o PC, rodar o game e se divertir. Com o tempo, é possível ir desligando as ajudas e, com um conjunto de volante e pedaleira, ter um simulador competente em casa.
Para fechar, algumas menções honrosas que não entraram na lista final, mas que merecem ser lembradas: Enduro, Virtua Racing, Sega Rally Championship, World Circuit, GP3, Gran Turismo 6, PGR 4, Burnout Paradise, iRacing e Forza Motosport 6.
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