A MotoGP vai proibir a partir de 2027 treinos de largada na saída do pit-lane. Além disso, a categoria está colocando em regulamento um limite de 20 mil RPM com efeito imediato.

A Comissão de GP, que é formada por Paul Duparc, da FIM (Federação Internacional de Motociclismo); Mike Webb, da IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida); Biense Bierma, da MSMA (Associação das Fábricas de Motocicletas Esportivas); e Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo do grupo MotoGP Sports Entertainment; junto com Jorge Viegas, presidente da FIM; Carlos Ezpeleta, diretor-executivo adjunto da MotoGP; Corrado Cecchinelli, diretor de tecnologia; Paul King, diretor da Comissão de Circuitos da FIM; e Dominique Hebrard, diretor da Comissão Técnica Internacional, se reuniu recentemente e adotou mudanças para o regulamento de 2027.

No que diz respeito à classe rainha, uma das principais mudanças é o fim dos treinos de largada na saída do pit-lane, o que já não era permitido em alguns circuitos do calendário. Essa alteração, contudo, entra em vigor só em 2027.

“Treinos de largada era anteriormente permitidos na saída o pit-lane em pouco mais de 30% dos circuitos do calendário. Com uma área destinada a treinos de largada introduzidas em todo o calendário, assim como uma sessão dedicada a treinos de largada em todos os GPs, treinos na saída do pit-lane foram banidos em todos os circuitos com efeito imediato”, diz a nota enviada à imprensa.

Comissão de GP anunciou mudanças no regulamento da MotoGP (Foto: Divulgação/MotoGP)

Além disso, com efeito imediato, o regulamento passa a contar com um limite de RPM programado no software da unidade de controle eletrônico. Esse limite de 20 mil RPM já estava codificado na ECU unificada, mas não estava no texto do regulamento.

“O limite de 20 mil RPM programado no software da ECU será agora, para a maior clareza, incluído no regulamento da MotoGP, utilizando a mesma redação do regulamento da Moto3”, apontou.

A Comissão de GP decidiu, também, alterar o sistema de concessões da Moto2, já que a categoria terá novos motores e chassis em 2027.

“A introdução de uma nova especificação de motor na Moto2 em 2027 vai resultar no desenvolvimento de um novo chassi. Portanto, todas as equipes da Moto2 vão iniciar 2027 sem concessões, com o ranking sendo revisado em meados da temporada”, anunciou a Comissão de GP. “Fabricantes de chassi poderão fazer uma atualização ou no chassi ou no braço oscilante durante a temporada, por causa da limitação de testes de pré-temporada com o novo motor e chassi. Componentes aerodinâmicos da carenagem serão congelados de acordo com o design de 2026, e haverá um limite para o número de projetos anteriores que poderão ser utilizados, visando o controle de custos”, acrescentou.

Por fim, os dirigentes decidiram que a adoção de combustíveis de origem 100% não-fóssil será feita a partir de 2028.

“A introdução de combustíveis 100% não-fósseis nas categorias Moto3 e Moto2 será implementada a partir de 2028. A medida visa garantir continuidade em relação à introdução de uma nova especificação de motor Triumph ― fornecedora oficial da Moto2 ― em 2027, bem como dos novos equipamentos da Moto3, que serão lançados em 2028”, completa o texto.

MotoGP volta a acelerar de 2 a 4 de outubro, em Motegi, para o GP do Japão, 16ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.

MotoGP hoje: perguntas frequentes

Quem lidera o Mundial de MotoGP 2026?

Jorge Martín lidera a classificação com 306 pontos, 12 a mais que Marc Márquez. Marco Bezzecchi aparece em terceiro, com 264.

Quando acontece a próxima corrida da MotoGP?

A próxima etapa é o GP do Japão, marcado para o fim de semana de 2 a 4 de outubro, no Mobility Resort Motegi.

Quais são os horários do GP do Japão de MotoGP?

No horário de Brasília, a classificação começa às 22h50 de sexta-feira (2), a sprint acontece às 3h de sábado (3) e a corrida larga às 2h de domingo (4).