A Fórmula 1 encaminhou os principais pilares do regulamento de motores que substituirá a atual geração de unidades de potência. O plano discutido entre Federação Internacional de Automobilismo e fabricantes prevê a volta dos V8 turbo de 3 litros, um sistema elétrico muito menor e unidades completas ao menos 50 kg mais leves.

As partes chegaram a um acordo substancial sobre os elementos centrais do projeto. As reuniões continuarão para definir os detalhes técnicos, o sistema de ultrapassagem e a data de entrada em vigor.

A intenção é estrear o regulamento em 2030, antecipando em um ano o encerramento do ciclo iniciado em 2026. Para isso, porém, será necessário alcançar consenso entre FIA, Fórmula 1 e fabricantes. Caso não haja acordo, a mudança deverá acontecer em 2031. A informação é da versão italiana do portal Motorsport.com.

Como será o novo motor V8 da F1?

A arquitetura encaminhada é de um V8 de 3 litros equipado com turbo. A possibilidade de adotar um motor aspirado chegou a ser estudada, mas perdeu força por causa das restrições de ruído existentes em diferentes cidades que recebem a Fórmula 1.

Circuitos urbanos como Baku, Miami, Madri, Singapura e Las Vegas estão sujeitos a limites de emissão sonora. Um V8 aspirado de 3 litros e alta rotação poderia ultrapassar essas restrições e ameaçar a realização das provas.

A solução encontrada foi manter um turbo menor. A expectativa é produzir um som mais alto e encorpado que o das unidades atuais, mas sem alcançar os níveis que poderiam causar problemas nos eventos urbanos.

CaracterísticaMotor atualPlano para 2030/2031
ArquiteturaV6 turbo de 1,6 litroV8 turbo de 3 litros
Potência elétrica350 kW100 kW
Combustível100% sustentável100% sustentável
TurboSimSim, em tamanho reduzido
Peso da unidadeReferência atualAo menos 50 kg mais leve
Sistema de ultrapassagemGestão elétrica e aerodinâmica ativaPush-to-pass em estudo
Estreia20262030 ou 2031

Parte elétrica cai de 350 kW para 100 kW

A Fórmula 1 não pretende abandonar completamente a eletrificação. O plano prevê um motor elétrico de 100 kW, potência consideravelmente menor que os 350 kW utilizados na geração atual.

A redução mudaria radicalmente o equilíbrio da unidade de potência. O motor a combustão voltaria a assumir a maior parte da entrega de energia, enquanto o componente elétrico manteria a ligação tecnológica com a indústria automotiva.

O objetivo é eliminar parte da complexidade que marcou os regulamentos híbridos recentes. A geração de 2026 foi concebida com uma divisão próxima de 50% entre combustão e eletrificação, mas enfrentou críticas pela necessidade constante de administrar e recuperar energia.

Pilotos como Max Verstappen e Lewis Hamilton questionaram o comportamento dos carros e a dificuldade para acelerar no limite durante toda a volta. A FIA já iniciou ajustes graduais para aumentar a participação do motor a combustão em 2027 e 2028.

A FIA passou a defender menos eletrificação, redução de peso e motores mais simples para o próximo ciclo técnico.

Unidade de potência será 50 kg mais leve

A meta estabelecida é produzir uma unidade de potência completa ao menos 50 kg mais leve que o conjunto atual. A redução viria principalmente da bateria menor, da simplificação do sistema híbrido e da diminuição dos componentes associados à recuperação de energia.

Isso não significa, neste momento, que o carro inteiro perderá exatamente 50 kg. O peso final dependerá também das dimensões do chassi, das estruturas de segurança, da quantidade de combustível, dos pneus e do regulamento aerodinâmico.

Mohammed Ben Sulayem já defendeu monopostos próximos de 630 kg, mas essa meta mais agressiva ainda não faz parte de um regulamento aprovado. O acordo atual trata especificamente da direção das unidades de potência.

Uma bateria menor também permitiria aos projetistas diminuir a distância entre-eixos e produzir carros mais compactos. A Fórmula 1 pretende combinar o motor mais leve com um novo regulamento de chassi, mas as dimensões ainda serão discutidas.

F1 estuda push-to-pass no lugar do DRS

Outro ponto em aberto é o mecanismo de ultrapassagem. A proposta mais forte envolve um sistema semelhante ao push-to-pass da Indy, no qual o piloto teria acesso temporário a uma potência adicional.

A FIA não planeja recuperar o antigo DRS, usado até o fim da temporada 2025. A intenção é empregar o próprio motor para criar a diferença de velocidade necessária às disputas.

Ainda não está definido se a potência adicional será liberada apenas ao piloto que estiver atrás, se haverá um limite de uso por volta ou se cada competidor receberá uma quantidade determinada ao longo da corrida.

Esse será um dos principais temas das próximas reuniões, já que o funcionamento do push-to-pass estará diretamente ligado à capacidade do motor elétrico e à quantidade de energia disponível.

Audi é peça importante nas negociações

A antecipação para 2030 exige acordo entre as fabricantes envolvidas. Audi, Mercedes, Ferrari, Honda, Red Bull Ford e General Motors possuem interesses diferentes no próximo ciclo.

A Audi entrou na F1 atraída, entre outros fatores, pela ampliação da eletrificação e pela relevância tecnológica do regulamento de 2026. Por isso, a fabricante adotou uma posição mais cautelosa quando a volta dos V8 começou a ser discutida.

A Audi considera cedo definir o retorno dos V8, especialmente porque as montadoras fizeram investimentos elevados para desenvolver as unidades atuais.

Ford e General Motors manifestaram apoio mais explícito ao conceito. Mercedes e Ferrari também veem vantagens em motores menos complexos, mas desejam segurança regulatória e tempo suficiente para o desenvolvimento.

A adoção em 2030 encurtaria a geração atual para cinco temporadas. Caso as fabricantes não concordem com a antecipação, a FIA teria maior liberdade para impor o regulamento a partir de 2031.

O que já está encaminhado e o que falta definir?

Os pilares técnicos possuem apoio amplo, mas o regulamento ainda não está homologado.

Pontos encaminhados

Pontos ainda em discussão

A Fórmula 1 pretende finalizar a proposta antes do fim de 2026. Depois disso, o texto ainda precisará passar pelos processos formais da FIA antes de se transformar em regulamento técnico.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP do Azerbaijão AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além da cobertura completa, o GRANDE PRÊMIO está in loco com o repórter Leonid Kliuev.

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F1 hoje: perguntas frequentes

Que horas é a corrida do GP do Azerbaijão de F1 2026?

A corrida será realizada neste sábado, 26 de setembro, às 8h, no horário de Brasília.

Por que o GP do Azerbaijão acontece no sábado?

A programação foi antecipada para respeitar o Dia da Memória do Azerbaijão, celebrado no domingo, 27 de setembro, em homenagem às vítimas da guerra de Nagorno-Karabakh.

Onde assistir ao GP do Azerbaijão de F1 2026?

No Brasil, a corrida terá transmissão pela TV Globo, sportv e F1 TV. A largada acontece às 8h de sábado.

Quando os motores V8 voltarão à Fórmula 1?

A estreia em 2030 está em discussão. Sem consenso entre FIA, F1 e fabricantes, o novo regulamento deverá começar em 2031.