Nem o mais pessimista torcedor de George Russell poderia imaginar cenário mais desolador para o #63 no Mundial de Pilotos após o GP do Bahrein na Malásia, realizado no domingo (4). Com o abandono a poucas voltas do fim por quebra de motor, ele não apenas deixou Sepang com os mesmos 236 pontos conquistados até o Azerbaijão como ainda corre o risco de ter o GP de Singapura comprometido pela punição de grid já esperada por troca de motor, caso não seja possível reparar a falha na unidade de potência.
Na prática, o fim de semana da Mercedes em Sepang esteve longe da perfeição. Cercada de expectativas por causa do pacotão de atualizações introduzido no W17 — sete novidades, o maior desde o GP do Canadá —, tanto Russell quanto Andrea Kimi Antonelli não conseguiram acompanhar o ritmo de Red Bull e até da Ferrari, que conseguiu surpreender na classificação ao colocar Lewis Hamilton na primeira fila.
O principal problema da Mercedes foi o desgaste muito acentuado dos pneus no asfalto altamente abrasivo de Sepang, além do forte calor que marcou todo o fim de semana. A força do motor acabou não fazendo tanta diferença nos trechos de retas e curvas de alta, que demandam bom gerenciamento da bateria — sem dúvida, o grande trunfo da Mercedes dentro do atual regulamento da F1.
Só que a situação ficou ainda mais dramática para o britânico quando, na volta 49 de 55, abandonou a disputa por falha na unidade de potência. Ele vinha em terceiro, logo atrás do companheiro de equipe e líder do Mundial, Antonelli.
“Pelo rádio, enquanto estava atrás do safety-car, ele disse que a unidade de potência estava começando a apresentar um ruído estranho”, disse o vice-chefe da equipe Mercedes, Bradley Lord, após a prova. “Vimos então que os sensores estavam apresentando leituras anômalas e ficou claro que precisávamos parar o carro — havíamos sofrido algum tipo de falha”, acrescentou.

“Ainda precisamos entender o que isso significa para o estoque de motores dele, já que não conta com muitas unidades com baixa quilometragem. Portanto, isso pode significar a necessidade de alterar o plano que tínhamos anteriormente”, admitiu Lord, referindo-se ao planejamento inicial de fazer Russell pagar a punição de grid por troca de motor na perna americana do calendário, possivelmente em Austin.
A tática, na verdade, era fazer a troca de motor de Russell quando a Mercedes já tivesse nas mãos a versão atualizada dentro do sistema ADUO. Agora, todavia, o risco de que essa substituição seja feita já em Singapura, sem a nova versão, é alto.
“É uma possibilidade, sim”, admitiu Lord. “É isso que precisamos entender. Mas, sim, pode haver um efeito de ‘golpe duplo’ aí, o que, para ele, depois de um revés tão doloroso hoje [domingo]… foi devastador vê-lo ter de abandonar a prova daquela maneira. Pode haver um golpe duplo, que é apenas uma consequência realmente lamentável daquele problema”, encerrou.
A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 9 a 11 de outubro, com o GP de Singapura, 17ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades em Marina Bay AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificações e corridas em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
GP de Singapura de F1: veja os horários no Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
Sexta-feira (9)
- TL1: 05:30
- Classificação sprint: 09:30
Sábado (10)
- Sprint: 06:00
- Classificação: 10:00
Domingo (11)
- Corrida: 09:00
Horários em Cabo Verde
Sexta-feira (9)
- TL1: 07:30
- Classificação sprint: 11:30
Sábado (10)
- Sprint: 08:00
- Classificação: 12:00
Domingo (11)
- Corrida: 11:00
Horários em Portugal e Angola
Sexta-feira (9)
- TL1: 09:30
- Classificação sprint: 13:30
Sábado (10)
- Sprint: 10:00
- Classificação: 14:00
Domingo (11)
- Corrida: 13:00
Horários em Moçambique
Sexta-feira (9)
- TL1: 10:30
- Classificação sprint: 12:30
Sábado (10)
- Sprint: 11:00
- Classificação: 15:00
Domingo (11)
- Corrida: 14:00
*Horários de Brasília