Liam Lawson foi desclassificado da sessão que definiu o grid de largada do GP da Cidade do México, disputada neste sábado (31), por violar a potência mínima do MGU-K, o que configura infração técnica. Ele fez o oitavo lugar na classificação, porém largaria em nono depois da punição sofrida pelo incidente com Max Verstappen no TL2.

Segundo o documento oficial emitido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) minutos após o fim da atividade, assinado pelo delegado técnico, Jo Bauer, “o carro #30, do piloto Liam Lawson, descumpriu o requisito de potência mínima do MGU-K logo após cruzar a linha de chegada em sua volta mais rápida no Q2, às 15h47min36s”.

“Isso representa uma infração aos artigos C5.12.6 e C5.12.7. A demanda máxima de potência do piloto e a potência elétrica em corrente contínua (DC) do ERS-K foram reduzidas em taxas superiores às permitidas pelo regulamento”, completou a entidade.

Lawson e a Racing Bulls foram chamados à sala dos comissários. A situação, na verdade, trazia como precedente a desclassificação de Daniel Ricciardo no GP de Singapura de 2019, quando a FIA constatou que o motor Renault havia ultrapassado o limite de fluxo de potência do MGU-K durante o Q1.

Na época, a equipe francesa alegou que o excesso havia produzido uma vantagem de apenas um microssegundo e que ocorrera em sua segunda volta mais rápida da sessão. Os comissários, porém, entenderam que a ausência de vantagem esportiva não justificava o descumprimento do regulamento técnico, por isso aplicaram a desclassificação. Ricciardo, então, perdeu o oitavo lugar.

“Os comissários ouviram os representantes da equipe do carro #30 (Liam Lawson), o piloto, o diretor-esportivo de monopostos e integrantes da equipe técnica da FIA, incluindo o delegado-técnico da entidade. As evidências apresentadas, aceitas por todas as partes presentes, demonstraram que, após cruzar a linha de controle ao fim de sua volta mais rápida no Q2, o piloto não aliviou imediatamente o acelerador. Como resultado, a taxa de redução do uso de energia do MGU-K necessária para cumprir a desaceleração gradual regulamentar não foi atingida”, começou o documento da FIA.

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Liam Lawson foi desclassificado devido a uma infração técnica (Foto: Red Bull Content Pool)

“A equipe argumentou que isso não proporcionou nenhuma vantagem de desempenho. No entanto, está claro que o descumprimento do regulamento técnico não é justificado pela ausência de qualquer ganho de performance. Além disso, o regulamento exige que o carro esteja em conformidade com as regras durante todo o evento”, seguiu.

“Os comissários destacam, em particular, que a própria equipe comunicou a infração à FIA. Ainda assim, há diversos precedentes que nos obrigam a aplicar uma punição de desclassificação, apesar de todas as circunstâncias atenuantes, quando um carro não está em conformidade com o regulamento técnico”, concluiu a federação.

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