O título antecipado de Rafael Câmara na Fórmula 3 o fez igualar duas marcas de pilotos que hoje estão na Fórmula 1 em equipes de ponta. O brasileiro sagrou-se campeão depois de conquistar a FRECA no ano anterior, assim como Oscar Piastri fez ao vencer a equivalente Fórmula Renault Eurocup antes de varrer a F3. De quebra, a consolidação do campeonato na Hungria, com uma rodada de antecedência, repetiu o feito de George Russell em 2017, quando a classe ainda se chamava GP3.

Câmara partiu para a corrida 2 da rodada húngara precisando de 7 pontos a mais que o segundo colocado, até então Nikola Tsolov. Com uma pilotagem segura, controlou o ímpeto de Mari Boya, que também mantinha boas chances matemáticas, e recebeu a bandeirada em primeiro, abrindo 48 pontos de vantagem na liderança com apenas mais 39 em jogo, da rodada da Itália, que encerra 2025.

Russell fez o mesmo em 2017. Na ocasião, então piloto da ART, conquistou o título ao terminar a segunda corrida da rodada de Jerez em quinto. As quatro vitórias anteriores na temporada, além dos segundos lugares na Bélgica e na corrida 1 da penúltima etapa foram decisivos para ajudá-lo a construir vantagem incontestável sobre os adversários.

Piastri, por sua vez, precisou da última rodada em 2020, mas também vinha de título na classe antecedente à F3, assim como Câmara. Na Fórmula Renault Eurocup, o australiano chegou ao caneco no segundo ano após sete vitórias — coincidente, o mesmo número de triunfos de Câmara na FRECA, que também precisou da segunda temporada para ser campeão.

Rafael Câmara venceu a F3 no ano de estreia (Foto: FIA)

A Fórmula 3 agora entra em longa pausa e retorna só de 5 a 7 de setembro, em Monza, palco da rodada da Itália, encerramento da temporada 2025.

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