Hora de voltar à programação. Terminaram as Olimpíadas e também as férias de verão da F1. Quatro semanas após a última corrida, a categoria se reapresenta ao público neste fim de semana no GP da Bélgica, uma corrida que começou a se desenhar de forma interessante há alguns dias.

Quando a Pirelli divulgou as escolhas de pneus de cada equipe para a etapa em Spa-Francorchamps, ficaram evidentes as diferenças entre os planos de cada uma. A Ferrari e a Williams, por exemplo, estão levando três jogos de supermacios a mais que a Mercedes e um a mais que a Red Bull.

A tendência é que a divisão de forças vista em Silverstone, no GP da Inglaterra, seja mantida. No entanto, essa variada escolha de compostos promete ser um elemento importante na Bélgica. É até bom que seja assim, visto que, neste ano, surpreendentemente não há previsão de chuva para nenhum dos dias de atividades.

Como cada pneu vai se comportar? Dificílimo saber. A Mercedes parece claramente crer que será uma prova para pneus médios (três jogos para Lewis Hamilton e quatro para Nico Rosberg) e macios (seis e cinco dos macios). A Ferrari pediu um jogo de compostos médios, cinco de macios e sete de supermacios. A Williams, 3-3-7, e a Red Bull, 4-3-6.

O que, então, podemos esperar de cada equipe?

1. MERCEDES

Último ranking: 1º

A Mercedes tem se dado muito bem nas escolhas feitas neste ano. A preparação da equipe para as corridas é excelente, então não deixará de ser uma surpresa caso ela se dê mal com a opção mais “conservadora” que fez.
(Lewis Hamilton (Foto: Getty Images))

2. RED BULL

Último ranking: 2º

Spa é uma pista de alta, mas também é uma pista em que uma boa aerodinâmica faz a diferença, e a Red Bull provou isso ao vencer por lá em 2014 quando ninguém esperava.
(Max Verstappen (Foto: Getty Images))

3. FERRARI

Último ranking: 3º

A escolha da Mercedes pode minar as chances de sucesso na Bélgica. A da Ferrari pode dar ou muito certo, ou muito errado. E tudo que a Ferrari não quer é ver a Red Bull aumentar a vantagem de 14 pontos que tem na briga pela segunda posição do Mundial de Construtores. Só lembrando, a corrida de Vettel em 2015 terminou com um estouro de pneu nos últimos quilômetros.

           
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(Sebastian Vettel (Foto: Getty Images))

4. FORCE INDIA

Último ranking: 4º

O histórico da Force India na Bélgica é bom, assim como o momento nesta temporada. Será que nessa corrida o time consegue passar a Williams no Mundial? São 15 pontos de diferença. Acho que ainda não.
(Nico Hülkenberg (Foto: Getty Images))

5. WILLIAMS

Último ranking: 5º

A Williams precisava dessa pausa para recarregar as energias e voltar. Nas últimas quatro corridas, foram apenas seis pontos marcados. Isso é menos que a Force India, a Toro Rosso e a McLaren, e o mesmo total da Haas. Felipe Massa tem apenas dois pontos desde o GP de Mônaco. Spa e Monza tem de ser as pistas para a reação. Depois delas será a vez de Cingapura, e tudo tende a ficar complicado outra vez.

           
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(Felipe Massa (Foto: Getty Images))

6. TORO ROSSO

Último ranking: 7º (+1)

A Toro Rosso pontuou nas últimas quatro edições do GP da Bélgica. Nunca acima da oitava posição, é verdade, mas é justamente por aí que o time tem brigado neste ano. É chance de bom resultado. Seria bom se Daniil Kvyat ajudasse.
(Daniil Kvyat (Foto: Getty Images))

7. MCLAREN

Último ranking: 6º (-1)

Essa tende a ser uma etapa mais difícil para a McLaren, ainda mais sem a previsão de chuva. Difícil esperar um grande resultado, mas, dentro da evolução do time, dá para crer que Alonso e Button terão ao menos uma chance de Q3. Por mais que possam parecer um passo atrás, é uma briga equilibradíssima neste pelotão.

           
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(Fernando Alonso (Foto: Getty Images))

8. HAAS

Último ranking: 8º

A Haas pode olhar para o exemplo da Force India na expectativa pelo seu primeiro GP da Bélgica: o time britânico sempre se deu bem lá mesmo sem ter uma aerodinâmica muito refinada. É justamente este o caso dos norte-americanos. Eles andarem bem em Spa não é a lógica, só que também não me deixará surpreso. Quanto aos pneus, apostaram nos macios e supermacios.
(Romain Grosjean (Foto: Getty Images))

9. RENAULT

Último ranking: 9º

A Renault vai conservadora na escolha dos pneus para mais uma etapa na qual deve sofrer. No ano passado, Romain Grosjean conseguiu um improvável pódio, história que não deve se repetir.
(Jolyon Palmer (Foto: Getty Images))

10. MANOR

Último ranking: 10º

O motor Mercedes pode ser um bom trunfo para a Manor em Spa. A equipe também ganha com a chegada do francês Esteban Ocon, de 16 anos, que é muito melhor do que Rio Haryanto. Só será preciso ver se ele pega a mão do carro logo de cara.
(O pupilo da Mercedes que já deu certo na Manor (Foto: Getty Images))

11. SAUBER

Último ranking: 11º

 

A escolha de pneus da Sauber foi tão agressiva quanto a da Ferrari: 1-5-7. A chegada de um novo dono pode servir de estímulo, mas os ânimos estão tão legais lá dentro que Felipe Nasr foi a Michel Temer pedir ajuda para ir para a Renault.
(BAKU, AZERBAIJAN – JUNE 17: Felipe Nasr of Brazil driving the (12) Sauber F1 Team Sauber C35 Ferrari 059/5 turbo on track during practice for the European Formula One Grand Prix at Baku City Circuit on June 17, 2016 in Baku, Azerbaijan. (Photo by Mark Thompson/Getty Images))

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Na seção 'Por Fora dos Boxes', Renan do Couto publica às terças e sextas-feiras opiniões, análises, reportagens e outros conteúdos especiais a respeito do Mundial de F1 e das demais categorias do automobilismo mundial. Renan também é narrador dos canais ESPN e ganhou, em 2015, o Prêmio ACEESP de melhor reportagem de automobilismo com o Grande Prêmio.

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