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O feriado veio só no Brasil, pois ao redor do mundo a roda continuou girando. Seja rodona como na Indy, roda, como na F3, ou rodinha, no caso do crazy kart de Felipinho Massa, que roubou a cena no último sábado. Mas também não faltaram declarações polêmicas, infelizes ou animadas, neste último caso de Lucas di Grassi, que finalmente parece estar perto de realizar o sonho de um título mundial.

Veja os destaques de cada um dos dias da última semana:

SEGUNDA

A semana começou com uma grande notícia vindo da Espanha: Eric Granado abriu a temporada do Europeu de Moto2 com vitória na bateria inicial. Na seguinte ele caiu, mas o recado foi dado. O mundo da moto, aliás, recebeu oficialmente a notícia de que Jorge Lorenzo estava fora da Yamaha: a montadora fez que nem a Red Bull na época da saída de Vettel e se antecipou, fazendo a Ducati confirmar o acordo logo em seguida. Azar dos Andreas Iannone e Dovizioso, que terão de fazer muito mais que bater na última curva a partir de agora.

A segunda, aliás, foi um dos dias mais importantes da semana, pois a F1 anunciou a aprovação de testes de pneus para 2017 após pressão da Pirelli, algo bem-vindo em épocas de pouquíssimos treinos coletivos. Além disso, dois episódios estranhos: Romain Grosjean e Marcus Ericsson trocaram gentilezas do tipo "idiota", enquanto Kyle Busch, na Nascar, teve tanto azar em Bristol que acertou uma moça em plenos boxes. Ê família desastrada…
(O toque de Grosjean e Ericsson (Foto: Divulgação))

TERÇA

Ao contrário do dia anterior, a terça-feira foi bem tranquila. A ponto de termos duas entrevistas "aparecidas". A primeira foi Lewis Hamilton dizendo que promove a F1 mais do que qualquer outro piloto na história. Por bem ou por mal, ele tem certa razão, mas os dias seguintes mostrarão que ele poderia fazer isso bem melhor. Do outro lado, Bernie Ecclestone veio questionar a presença de mulheres na F1 e se meteu a falar em política, elogiando o polêmico Donald Trump. Depois da entrevista, ele tomou o remédio.

QUARTA

Na semana curta aqui no Brasil, a quarta (que para muitos era sexta) viu uma constatação interessante sobre aquele acidente de Fernando Alonso na Austrália: a viseira de seu capacete abriu por conta da força do impacto. Muitos capacetes possuem travas para as viseiras, mas vamos combinar que são frágeis para casos desta magnitude. O dia também viu uma dívida incomum para um país – a Indonésia está fazendo uma vaquinha para pagar R$ 16 milhões para a Manor. Será que estão protestando por lá contra o Governo? – e a confirmação de 25 dias de testes de pneus para 2017.
(Alonso passou um sufoco… (Foto: Getty Images))

31 anos se passaram da primeira vitória de Senna

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QUINTA

No Dia da Inconfidência Mineira, a proteção de cockpit proposta pela Red Bull parece ter sido a escolhida. Testes seriam realizados nos próximos dias já pensando em aprovar para 2017. Será uma revolução se isso acontecer. Mas enquanto o futuro não vem, o dia foi de celebrar o passado: há 31 anos, Ayrton Senna vencia aquele GP de Portugal de 1985, seu primeiro triunfo na F1.

Entre futuro e passado, o presente viu Fernando Alonso tagarelar e dizer que superaria qualquer piloto do grid em carros parecidos. Stoffel Vandoorne, que pontuou com a McLaren no carro do espanhol – o bicampeão mesmo ainda não foi aos pontos -, curtiu isso. Do asfalto para a terra, o Mundial de Rali começava sua festa na etapa da Argentina. Nos EUA, a festa foi pela volta de Tony Stewart às pistas já neste fim de semana, em Richmond.

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SÁBADO

O mundo acordou no sábado ansioso por uma corrida. E não era a da F-E em Paris. Que Lucas Di Grassi, o vencedor e provável campeão de 2016, me perdoe, mas o grande momento do dia foi o duelo de Crazy Karts entre Felipinho Massa e Daniel Ricciardo. O sorridente australiano em 30 minutos fez mais pela F1 em 2016 que Lewis Hamilton todos esses dias, com uma pitada de humanidade que precisamos ver mais por aqui. 

Isso superou até a primeira pole de Rossi depois de algum tempo em Jerez, as disputas do WRC na Argentina, a pole de Pagenaud na Indy em Barber e a vitória de Dale Jr. na Nascar Xfinity Series. Foi o assunto da semana.
(Di Grassi dominou Paris (Foto: Getty Images))

Valentino dançou sozinho em Jerez (Valentino Rossi venceu com gosto em Jerez (Foto: Getty Images))

DOMINGO

Domingão com vitória de Valentino Rossi é sempre gostoso. Era como ver Senna ou Schumacher vencer na F1 nos bons tempos: é tradição e traz boas memórias. Ainda mais em Jerez, o templo, com mais de 100 mil pessoas. Foi de arrepiar vê-lo liderar todas as voltas. Outra coisa legal no fim de semana que pouco foi falada foi a ida da Porsche Cup do Brasil para correr em Termas de Rio Hondo, na Argentina – ô vontade de ser um hermano este fim de semana, hein? 

Esperanças do Brasil no futuro, Sérgio Sette Câmara e Pedro Piquet correram na Hungria, sob chuva, com o mineiro se dando um pouco melhor que o filho do tricampeão mundial, cuja equipe admitiu que não estava se dando bem lá. Pra fechar o dia, Hayden Paddon levou o WRC na Argentina, Carl Edwards venceu a segunda seguida na Nascar e fomos presenteados com uma bela corrida da Indy em Barber e um duelo eletrizante entre Simon Pagenaud e Graham Rahal, com o francês levando a melhor. Estava merecendo, depois de tantos problemas com kits aerodinâmicos e falta de competitividade.