Lewis Hamilton não se deixou abalar pela polêmica da semana em torno de declarações de Toto Wolff a um livro que aborda os bastidores da Mercedes. O britânico afirmou ter sofrido microagressões ao longo de toda carreira, mas frisou que sempre teve no chefe um apoio e garantiu que “nada pode me derrubar”.

No início do mês, declarações de Wolff ao escritor Matt Whyman para o livro ‘Inside Mercedes F1: Life in the Fast Lane’, que aborda os bastidores dos últimos 18 meses da equipe, vieram a tona e foram interpretadas como uma crítica a Hamilton.

“Há uma razão pela qual assinamos um contrato de apenas um ano com a opção de mais um. Estamos em um esporte onde a agudeza cognitiva é extremamente importante, e acredito que cada um tem um prazo de validade. Então, preciso olhar para a próxima geração”, declarou Wolff.

À BBC Radio 4, Wolff minimizou a frase e disse que ela foi “tirada um pouco de contexto”.

Lewis Hamilton garantiu que vai dar tudo de si pela Mercedes até o fim do ano (Foto: AFP)

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Neste fim de semana, com a Fórmula 1 em Las Vegas, o próprio Hamilton foi questionado sobre o assunto pela emissora britânica Sky Sports F1 e saiu em defesa do dirigente de 52 anos.

“Acho que só por estar aqui de pé, sinto-me forte, tenho treinado bem, sinto-me ótimo”, apontou Lewis. “Sinceramente, sinto que estou no melhor lugar em que estive mentalmente ao longo de todo o ano e, considerando o quão ruim foi a última corrida, acho que isso diz o bastante”, frisou.

“Faz muito tempo que estou neste jogo. Muitas coisas são ditas a meu respeito, aconteceram muitas microagressões — obviamente, não do meu chefe, pois ele me deu apoio ao longo de todos esses anos e nós conquistamos muitas coisas juntos —, mas digo em geral, na mídia e tudo mais, e nada pode me derrubar”, avisou.

O desempenho ruim no GP de São Paulo chegou a abater o britânico, que assumiu que “só quer que a temporada acabe”. Mais calmo, Lewis frisou que não abandonou a luta e que, mesmo fora da briga pelo título, não vai deixar de batalhar por um bom resultado pela equipe pela qual nutre uma profunda afeição.

“Ainda estou aqui e vou seguir lutando. Tenho uma equipe que ainda amo genuinamente e, embora esteja de saída, quero garantir que vou dar a eles o melhor que puder nessas próximas corridas”, garantiu. “Se eles fornecerem um carro que queira ficar na pista, então espero que tenhamos um resultado melhor”, encerrou.

O GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e EM TEMPO REAL todas as atividades do GP de Las Vegas, na Las Vegas Strip, e transmite classificação e corrida em segunda tela, em parceria com a Voz do Esporte, na GPTV, o canal do GP no Youtube. Depois das atividades de cada dia, debate tudo o que aconteceu no Briefing. Na noite de quinta-feira (21), às 23h30 (de Brasília, GMT-3), acontece o treino livre 1. Depois, na madrugada de sexta-feira (22), às 3h, os pilotos realizam a segunda sessão. Ainda na noite de sexta-feira, retornam para o terceiro treino livre, às 23h30. Em seguida, na madrugada de sábado (23), disputam a classificação. Por fim, a largada da corrida em Las Vegas será no domingo (24), às 3h.