SÃO PAULO (meu modesto ouro…) – Hoje um leitor me presenteou com uma surpresa maravilhosa. Fernando Oliveira Cirino foi para a Itália visitar amigos e quis dar uma passadinha em Ímola. E o que levou na bagagem? “Ímola 1994”! Meu livro foi conhecer o palco de um dos capítulos, o que escolhi como título. É […]
Publicado em 28/07/2021 às 00:50
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SÃO PAULO(meu modesto ouro…) – Hoje um leitor me presenteou com uma surpresa maravilhosa. Fernando Oliveira Cirino foi para a Itália visitar amigos e quis dar uma passadinha em Ímola. E o que levou na bagagem? “Ímola 1994”! Meu livro foi conhecer o palco de um dos capítulos, o que escolhi como título.
É uma boa oportunidade para fazer um balanço da nossa pré-venda, que bateu no insano número de 2.492 livros autografados e entregues com dedicatórias para a turma que, na primeira semana, antes mesmo do lançamento, correu para garantir seu exemplar.
Os números que seguem referem-se apenas à pré-venda — depois dela fizemos uma nova edição junto com a Gulliver Editora e as vendas, hoje, estão perto dos quatro mil exemplares, quase esgotados. Quem ainda não tem precisa correr! “Ímola 1994”, agora, está sendo vendido apenas no site da Gulliver, neste link aqui.
Sou muito ruim para fazer gráficos no computador e levei horas para conseguir chegar a esses aqui, então valorizem! Vamos lá:
Dos 2.492 livros entregues na pré-venda, 1.696 (68%) ficaram na região Sudeste. O Sul foi o vice-campeão de vendas com 383 exemplares (15%), seguido pelo Nordeste (210 livros, 8%), Centro-Oeste (162, 7%) e Norte (19, 1%). Para o exterior foram vendidos 22 livros (1%). Os percentuais estão todos arredondados, para acompanhar a pizza acima. Somente dois estados brasileiros não leram “Ímola 1994”: Roraima e Amapá.
O estado de São Paulo foi o campeão de vendas com 1.278 exemplares, o que dá 51% do total. Destes, 660 ficaram na capital (27% do total, 52% das vendas no estado), 437 foram para o interior (14% do total, 34% das vendas paulistas) e 181, para os leitores da Grande São Paulo, a chamada região metropolitana (7% do total, 14% dos que ficaram no estado).
Dos 1.696 livros vendidos no Sudeste, 75% (1.278) ficaram em São Paulo. Minas Gerais levou 213 (13% das vendas sudestinas), seguido pelo Rio de Janeiro com 176 (10%) e pelo Espírito Santo com 29 (2%). Minas foi responsável por 9% das vendas totais. O Rio, 7%.
O estado do Sul que mais comprou livros foi o Paraná, com 180 exemplares — o que dá 47% das vendas na região. Santa Catarina surpreendeu e ficou em segundo lugar com 113 (30%). O Rio Grande do Sul segurou a lanterninha da região, comprando 90 livros. No painel nacional, paranaenses foram responsáveis por 7% das aquisições, com 5% para catarinenses e 4% para gaúchos. Os três estados juntos compraram 383 livros.
Os nove estados do Nordeste compraram 210 livros e a Bahia liderou o ranking com 52 exemplares, 25% do total. Pernambuco, com 41 livros, ficou em segundo — 19%. Depois vieram, juntinhos, Ceará (29) e Paraíba (25). Na sequência, Rio Grande do Norte (17), Maranhão (16), Piauí (11), Alagoas (10) e Sergipe (9).
Puxado por Brasília e suas cidades-satélite, com 118 livros, o Centro-Oeste foi responsável por 162 exemplares. Goiás ficou atrás do Distrito Federal com 31 unidades, seguido pelo Mato Grosso (10) e pelo Mato Grosso do Sul (apenas três). Dado interessante é que o DF respondeu por 5% das vendas totais de “Ímola 1994”.
Finalmente, nas vendas nacionais, veio a região Norte, com 19 livros — menos que as vendas para o exterior, que bateram em 22 exemplares. O estado do Amazonas comprou oito. O Pará, sete. Tocantins levou dois e Acre e Rondônia, um cada. Como disse acima, Roraima e Amapá zeraram.
Tentei fazer um gráfico de barras para mostrar a vocês a classificação geral por estados, mas começou o Masterchef e acabei me enrolando. Segue em texto corrido, mesmo:
São Paulo – 1.278
Minas Gerais – 213
Paraná – 180
Rio de Janeiro – 176
Distrito Federal – 118
Santa Catarina – 113
Rio Grande do Sul – 90
Bahia – 52
Pernambuco – 41
Goiás – 31
Espírito Santo – 29
Ceará – 29
Paraíba – 25
Rio Grande do Norte – 17
Maranhão – 16
Piauí – 11
Alagoas – 10
Mato Grosso – 10
Sergipe – 9
Amazonas – 8
Pará – 7
Mato Grosso do Sul – 3
Tocantins – 2
Rondônia – 1
Acre – 1
Não sei se contei a vocês, mas eu e Laêne entregamos pessoalmente cerca de 60 livros em São Paulo, em três dias. Foi divertido. Primeiro, para ela conhecer um pouco mais da cidade. Depois, pela surpresa de alguns leitores com o furgão de entrega — um A3 velho, meu querido Audi que comprei zero em 1997. Alguns ficaram surpresos, outros nem souberam como o livro chegou às suas mãos, porque a maioria dos endereços, como era de se esperar numa cidade como esta, era de prédios e condomínios. O mais legal foi um garoto na Vila Mariana que reconheceu… a Laêne!
O resto foi pelos Correios. Alguns, especialmente em Porto Alegre e Fortaleza, demoraram um pouco para chegar. Outros tiveram de ser reenviados porque me mandaram CEP errado, ou porque não estavam em casa quando o carteiro chegou. Mas o saldo é ótimo: 100% entregues. Vivam os Correios!
Obrigado a todos que compraram. Nem sei por que estou fazendo um post sobre isso hoje. Mas gosto de dar satisfações aos meus leitores.
Flavio Gomes
FLAVIO GOMES é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. (O negócio de dizer que sou professor é só para conferir certa nobreza a este perfil. Fui professor por pouco tempo, numa pós-graduação na FAAP. Três ou quatro anos, se tanto. Mas não renovaram meu contrato porque um dia umas alunas me chamaram para banca de avaliação de seus trabalhos de conclusão e dei notas muito ruins a todas, porque os trabalhos eram realmente péssimos.) Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet (como se vê, texto antigo: jornais e revistas nem existem mais), se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.”
Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo” (1986-1994), revistas “Placar” (1988), “Quatro Rodas Clássicos” (não lembro quando) e “Revista da ESPN” (2011 ou 2012, não sei direito), rádios Cultura (1984-1986), fazendo programa de ciência para a SBPC), USP (1986), Jovem Pan (1994-2001, quando a Pan era uma rádio, e não um depósito de fascistoides como hoje, que nem rádio é mais), Bandeirantes (2001-2005), Eldorado-ESPN e Estadão ESPN (2007-2013). Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020, quando a emissora foi vendida e fechada pela Disney. Nesse período, morou quase quatro anos no Rio, de 2017 até o final do contrato com a Fox. No fim de 2021 se mandou para a Bahia, abriu um restaurante que deu errado e voltou para São Paulo em fevereiro de 2022.
Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o “Grande Prêmio” passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o “Esporte de Primeira” na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Foi nesse ano, também, que repassou o “Grande Prêmio” a seus funcionários — como bom comunista, entregou os meios de produção aos que produzem.
Em 2005, publicou seu primeiro livro, “O Boto do Reno”, pela editora LetraDelta (o livro teve mais quatro reimpressões pela editora Adelante, a partir de 2021). No final do mesmo ano, precisamente em 5 de dezembro de 2005, colocou seu blog no ar. Ele ainda existe, como uma espécie de peça arqueológica digital. De 1992 a 2019, escreveu o anuário “AutoMotor Esporte”, editado por Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, “Dois cigarros”, pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas “Gerd, der Trabi” (Gulliver, 2019). Em 2021, lançou o best-seller “Ímola 1994” também pela Gulliver — que teve uma segunda edição, revista e ilustrada, publicada em 2024. Em 2022, pela Adelante, mais um livro: “Os anos Schumacher em 334 textos” — uma coletânea de colunas para jornais escritas desde 1995.
Também em 2022 passou a fazer parte do time de colunistas do UOL e da nova plataforma digital de “Placar”. A brincadeira no UOL durou apenas um ano. Na “Placar”, quase três — saiu em 23 de maio de 2025, data que só lembra porque é nome de avenida em São Paulo (a demissão se deu porque o chefe novo disse que o indigitado, eu, “não sabia falar com os jovens”). Ficou quase cinco meses coçando e no dia 13 de outubro estreou como apresentador da rádio TMC, ex-Transamérica. Saiu quatro dias depois porque alguém na empresa concluiu que seus “posicionamentos” eram “incompatíveis”, com o jornal que estava apresentando.
Gomes é torcedor da Portuguesa, frequenta o Canindé e já foi presidente da Leões da Fabulosa. Quando fala de carros, começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. Seu último carro 0 km foi comprado em 1997 e continua com ele. Mas o mais novo é um Twingo 1998. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020. Em 2025 foi aposentado de novo por quebra de motor, trocado por um Gol bolinha 1996 que voltou a usar o número #96 (isso não tem a menor importância para o público em geral, mas para mim, tem).
Na vida pessoal, é casado com uma cearense arretada chamada Laêne e tem dois filhos de seu primeiro casamento. Ambos torcem para a Lusa. “Meu maior legado”, diz.