Amanhecer em Interlagos: difícil descrever (foto Júlio D’Paula)

Senti de verdade que o tempo parou, e se mo pareceu é porque eu queria mesmo que parasse. Queria que parasse, para que aquele amanhecer demorasse bastante para deixar de ser um amanhecer e virar dia. Queria que aquele amanhecer não terminasse nunca. Queria não ter outro dia. Queria só aquele amanhecer, não mais um dia. Queria que o sol me cegasse cada vez que entrasse na Curva do Sol, e fizesse o mesmo com todos nós que estávamos na pista. Só ali, na Curva do Sol, por breves instantes: uma piscadela, para nos cegar de novo na outra volta, e na outra e na outra; mas só ali, com o dia amanhecendo.

Trechinho da minha newsletter desta semana. O texto na íntegra está aqui.