Diretora da F1 Academy, Susie Wolff abriu o jogo sobre o momento do automobilismo feminino e o impacto da categoria inteiramente dedicada a pilotas, que com apoio da Fórmula 1, encerrou o segundo campeonato em 2024, consagrando a britânica Abbi Pulling como campeã. Enquanto o grid do Mundial não tem uma mulher desde 1992, a diretora vê mudanças positivas no esporte.
Em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport, Wolff afirmou que ainda é difícil de mensurar o sucesso da F1 Academy, mas que já vê impactos iniciais, como na corrida de kart ‘Campeões do Futuro’.
“Existem alguns sinais: em dezembro, realizamos uma corrida de kart em Abu Dhabi, os ‘Campeões do Futuro’, e a quantidade de garotas no grid era 25%, a maior taxa da história. Quando isso acontece no kart, eles falam sobre o efeito da F1 Academy”, declarou.
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Susie também concordou com o tetracampeão mundial Max Verstappen, que afirmou recentemente que as mulheres devem competir contra homens na escada da Fórmula 1. Para 2025, nenhuma mulher está programada para correr na Fórmula 2 e na Fórmula 3, por exemplo.
“Neste esporte, você compete contra homens. Não queremos o oposto. Com uma categoria feminina, estamos criando um ambiente fictício onde damos as garotas o tempo e a oportunidade de mostrar que são capazes. Não estamos aqui para construir um esporte em que a ambição é rebaixar mulheres, nem para dar uma chance a todas as jovens. Você tem de ser a melhor, ou então não avança”, seguiu.
Wolff também mencionou o período em que esteve como chefe de equipe da Venturi na Fórmula E, entre 2018 e 2021, e explicou o motivo de jamais ter uma mulher como titular do time. Recentemente, a categoria elétrica adotou uma sessão na pré-temporada exclusiva para pilotas. Porém, a última a aparecer no grid foi a suíça Simona de Silvestro.
“No fim, ninguém te dá pontos por colocar uma mulher no carro, era sobre ter as melhores performances e ninguém na época conseguia m dar os resultados que esperava. O objetivo é encontrar estes talentos e ajudá-los a crescer. A história sozinha não é suficiente, você precisa de uma pilota que é boa o suficiente para sustentar a presença na F1, e acho que essa é a abordagem certa a se ter, não apenas uma ideia de marketing no sentido de ‘vamos colocar uma pilota e todos vão falar sobre nós’. Precisa ser algo crível e real”, concluiu.
A Fórmula 1 está de férias. A próxima atividade é exatamente a sessão única de testes coletivos de pré-temporada, marcada para os dias 26, 27 e 28 de fevereiro, no Bahrein. A temporada 2025 começa com o GP da Austrália, nos dias 14-16 de março.