Chuva, frio e uma bagunça generalizada. Assim foi a classificação do GP de Las Vegas da Fórmula 1, realizada neste sábado (22). Mesmo numa situação confusa e diferente onde a McLaren não era tida como grande candidata à vitória, Lando Norris colocou as cartas na mesa com um poderoso royal flush no pôquer da tomada de tempos e garantiu a pole-position.

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Apesar dos pontos serem distribuídos apenas no domingo, é um começo impressionante e que aproxima Norris ainda mais do título mundial. Em outra ponta está a Ferrari. Com a pior posição de classificação dum piloto seu desde 2009, amarga Lewis Hamilton no último lugar e Charles Leclerc irritado em nono. As coisas não melhoram.

O tempo é uma grande questão para a corrida. Como será? E o que a história do fim de semana mostrou em ritmo de corrida? O GRANDE PRÊMIO separou as cinco coisas que aprendemos no sábado de classificação em Las Vegas.

Max Verstappen, Lando Norris e Carlos Sainz, os três primeiros no grid (Foto: McLaren)

Norris imbatível

“Só não entrou com bola e tudo porque teve humildade”, cantou Jorge Ben Jor sobre Fio Maravilha, folclórico jogador de futebol dos anos 1960 e 1970. Bom, Norris só não colocou 1s inteiro de vantagem para os demais na classificação porque deu leve sambada no trecho final da volta da pole. Mesmo assim, varreu a concorrência. É incrível a virada que deu na briga pelo título e na própria história desde o México. Vencer em Las Vegas seria tomar uma vitória que não devia pertencer-lhe dado o histórico recente da McLaren por lá, mas pontuar bem já será praticamente o encerramento do Mundial de Pilotos de 2025.

Hamilton no pior dos mundos

Do otimismo cantado em verso e prosa na sexta-feira para o desespero tremendo de terminar a classificação do sábado na última colocação sem ter tido nenhum problema maior, apenas com base na performance. É uma exclamação dolorosa na temporada assombrosa. Com a pista fria e molhada, o rendimento promissor se esvaiu. Hamilton teve o pior resultado em classificação nos últimos oito anos, mas dá para argumentar que, apenas em performance, foi o pior de toda a carreira. E o pior da Ferrari desde 2009.

Lewis Hamilton viveu um dos piores dias da carreira (Foto: AFP)

Ferrari incorrigível

Os próprios problemas de Hamilton à parte, o sofrimento foi além na primeira corrida após a espanada do presidente John Elkann contra os pilotos. Ainda teve Leclerc revoltado. “Vergonhoso pra cacete”, falou no rádio logo após encerrar a participação. Depois, elaborou. “Infelizmente, desde que estou na Ferrari, sofremos demais no molhado. É impressionante. A gente tenta, tenta mesmo, mas a resposta nunca vem. Nunca encontramos a solução”, reclamou após fechar na nona colocação. Nenhum otimismo passa incólume.

Mercedes tropeça

As variações de uma classificação de pista molhada bagunçaram as atuações para lá e para cá. Andrea Kimi Antonelli, sempre tão bom na chuva, errou na volta final e caiu no Q1. Mas George Russell voava na pista nas duas primeiras fases. No Q3, acabou em quarto, até um tanto quanto surpreendente. A Mercedes admitiu que houve um problema na direção na parte decisiva e que o quarto posto acabou sendo “esforço valente” do vencedor da corrida do ano passado. Tropeçou nas próprias pernas, pois. Mas o carro é tão bom que Russell mantém a esperança no teto. “Acho que temos uma chance. Estaremos na briga. Não acho que haverá uma grande diferença de ritmo entre as três equipes da frente”, afirmou. A vitória ainda está em jogo.

Gabriel Bortoleto sai em 18º, mas é difícil saber o que é possível no domingo em Vegas (Foto: AFP)

Blackjack no domingo

O tempo da semana em Las Vegas tem zombado da meteorologia de maneira quase cruel nos últimos dias. Há alguns dias, havia chance nenhuma chance de chuva na noite de sábado por lá (madrugada de domingo no Brasil), mas agora a possibilidade se acerca de 25% e com expectativa de sensação térmica abaixo de 0°C na hora da largada. Ninguém sabe ao certo qual clima esperar, em suma. Tentar decidir o plano para corrida é, portanto, um jogo de azar como o blackjack — ou 21, como o jogo é conhecido no Brasil. Mas não apenas isso: ninguém fez longas simulações de corrida até agora no fim de semana, apenas stints curtos por conta da chuva e dos problemas com bueiro na sexta-feira. Tentar prever a ordem de forças em ritmo de corrida é enorme abraço no desconhecido.

GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de Las Vegas, 22ª etapa da temporada 2025AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

GP de Las Vegas de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:

SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Corrida01:0003:0005:0006:00

*Horário de Brasília

NORRIS POLE, HAMILTON ÚLTIMO: COMO FICOU O GRID DE LARGADA DO GP DE LAS VEGAS F1 | BRIEFING