A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita declarou no último domingo (20) ter “interceptado e destruído um alvo aéreo hostil” disparado em direção à cidade de Jedá, onde fica o circuito que será palco para o segundo GP do calendário da Fórmula 1 2022, no próximo fim de semana. De acordo com a coalizão, o ataque foi causado pelo movimento houthi do Iêmen, alinhado ao Irã, que atacou instalações de energia e dessalinização de água espalhadas pelo país.
Em Jedá, a investida causou um incêndio em um dos tanques da unidade de distribuição da Aramco, companhia petrolífera da Arábia Saudita. Segundo a coalizão, o fogo não resultou em vítimas e foi rapidamente controlado. Outros ataques de drones, mísseis balísticos e de cruzeiro foram registrados nas regiões de Jizã, Yanbu, Al-Shaqeeq, Dhahran al Janub, Khamis Mushait e Taif.
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De acordo com o Ministério de Energia da Arábia Saudita, o ataque na refinaria Yasref, no porto de Yanbu, causou uma “redução temporária de produção”. Já segundo o CEO da Aramco, Amin Nasser, os avanços do movimento houthi não causaram maiores consequências no funcionamento da empresa.
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Jake Sullivan, conselheiro nacional de segurança dos Estados Unidos, afirmou que o país americano condena os ataques. “Nós continuamos a apoiar totalmente nossos parceiro na defesa de seu território contra os ataques do movimento houthi”, declarou.
“É hora de colocarmos fim a essa guerra. Isso só pode acontecer se os Houthis concordarem em cooperar com as Nações Unidas e seu enviado, que está trabalho em um processo passo-a-passo para amenizar o conflito”, concluiu Sullivan.
Por enquanto, mesmo com o registro do ataque em Jedá, o calendário da Fórmula 1 segue como planejado. A categoria volta às pistas, após a etapa no Bahrein, para o GP da Arábia Saudita já neste fim de semana. A corrida está marcada para às 14h (de Brasília) do domingo.