Com uma lista extensa de problemas a serem resolvidos nas próximas cinco semanas sem corridas na Fórmula 1, Mike Krack admitiu que será difícil realizar milagres com a Aston Martin. Desta forma, ainda que seja complicado medir o salto de desempenho que é possível ser dado até o GP de Miami, no início de maio, o diretor de pista deixou claro que “não existe fórmula mágica”.

O time de Silverstone tem sofrido bastante com a falta de confiabilidade da unidade de potência da Honda, que causa vibrações no AMR26 e, consequentemente, dificulta a vida de Fernando Alonso e Lance Stroll durante as provas. Mas a própria escuderia inglesa reconheceu que também possui uma parcela de culpa nos resultados recentes, com o chassi não entregando o que era esperado.

Com a F1 agora entrando em um longo período sem atividades, já que as etapas no Bahrein e na Arábia Saudita foram adiadas devido aos conflitos no Oriente Médio, Krack apontou que a Aston Martin vai tentar aproveitar ao máximo o tempo disponível. Em entrevista coletiva no Japão, porém, afirmou que é impossível prever o nível de evolução que será alcançado.

“É difícil de dizer. Já falei em Xangai, não podemos fazer milagres em duas semanas. E também não em cinco. É um trabalho contínuo. Vimos com os problemas que tivemos desde Barcelona que, trabalhando duro por três meses — na verdade dois — conseguimos melhorar a confiabilidade até um ponto em que estamos em um nível em que pelo menos podemos rodar. Podemos pelo menos correr”, começou o dirigente, que viu Alonso completar uma corrida pela primeira vez em 2026, no Circuito de Suzuka.

“Não vamos diminuir a desvantagem até Miami. Mas vamos tentar de tudo para reduzi-la. E quanto será, só veremos lá”, seguiu. “Não podemos esquecer que a F1 não fica parada. E eu já disse antes, a F1 não espera por você. Então nossos concorrentes com certeza também vão trabalhar duro”, pontuou.

Mike Krack falou em desenvolvimento da Aston Martin durante hiato da F1 (Foto: Rodrigo Berton/Agência Warm Up)

“E com a intensidade que existe em uma temporada, é difícil diminuir a desvantagem. Precisamos estar cientes disso e pressionar forte. Não existe fórmula mágica para isso”, encerrou Krack.

A Fórmula 1 agora entra em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.

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