Shintaro Orihara e Mike Krack, engenheiro-chefe da Honda e diretor das operações de pista da Aston Martin, respectivamente, explicaram como as partes atuaram juntas para manter o bom relacionamento em meio ao início complicado da parceria na temporada 2026 da Fórmula 1. Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO após o GP da Bélgica, os dirigentes disseram que o mais importante é cada um reconhecer os próprios erros e seguir em frente na busca pelo melhor trabalho possível.
Com o objetivo de se tornar uma das grandes forças da categoria, o time de Silverstone investiu pesado em instalações e nas contratações de nomes importantes para o corpo técnico, como Adrian Newey, por exemplo, responsável por projetar alguns dos melhores carros de corrida da história. No entanto, a colaboração não rendeu os frutos esperados, com problemas tanto na unidade de potência quanto na concepção do chassi do AMR26.
Na tentativa de reverter esse quadro, a Aston Martin preparou o primeiro grande pacote de atualizações para o GP da Hungria deste fim de semana, enquanto a Honda, por outro lado, prometeu um novo motor na etapa dos Países Baixos, que marca o reinício da F1 após as férias de verão, no fim de agosto.
Enquanto o futuro ainda é uma incógnita, o passado recente foi difícil de encarar. Por isso, em entrevista coletiva em Spa-Francorchamps, Orihara foi questionado sobre o que as duas parceiras fizeram para manter a união em meio ao caos absoluto em 2026. Vale lembrar que a equipe só somou 1 ponto até aqui no Mundial de Construtores, com Fernando Alonso no GP de Mônaco.
“Desde os testes em Barcelona, tivemos momentos muito difíceis. Mas foi justamente nesses momentos que conseguimos fortalecer nosso relacionamento. Construímos uma base muito sólida para trabalhar juntos. Ao longo desses cinco meses, nossa operação de pista evoluiu bastante. Trabalhar em conjunto com a Aston Martin foi uma grande conquista para nós”, começou o representante da Honda.
“Também aprendemos muito sobre gerenciamento de energia. Aqui na Bélgica, por exemplo, foi um circuito muito desafiador para a unidade de potência, mas também aprendemos bastante. Em todo momento difícil existe uma oportunidade de aprendizado, e isso foi muito importante para nós”, pontuou.

“Foi realmente difícil. É muito fácil apontar o dedo para alguém, mas nós e nossos parceiros nos sentamos juntos e dissemos: ‘Estamos nessa juntos e vamos sair dessa juntos’. Sabíamos que enfrentaríamos muitos momentos complicados. Tivemos várias reuniões para discutir isso e, sinceramente, nossa relação ficou muito mais forte”, destacou.
“E não apenas entre nós dois, que estamos aqui falando”, seguiu, referindo-se a Krack. “Isso aconteceu também na garagem, no escritório de engenharia e em toda a colaboração técnica entre Silverstone e Sakura. Como eu disse, acredite, foi muito difícil. Mas são experiências pelas quais você precisa passar para conseguir evoluir”, completou Orihara.
O diretor da Aston Martin também decidiu se manifestar e seguiu uma linha similar de raciocínio. Para o luxemburguês, a pressão tinha de ser compartilhada entre a equipe e a fornecedora japonesa, que, de acordo com ele, extraíram lições valiosas de tudo isso.
“Eu disse algo no Bahrein. Falei que as noites mal dormidas e a pressão que recebíamos de vocês, jornalistas, acabaram nos unindo muito rapidamente. Sabíamos que estávamos nessa juntos. Não adiantava ficar frustrado, por mais difícil que fosse em alguns momentos. Precisávamos agir com maturidade e profissionalismo para encontrar uma saída”, comentou.

“E, se conseguirmos voltar a ser competitivos em breve, talvez possamos olhar para trás, para esses últimos seis meses, e tirar todos os aprendizados positivos dessa experiência. Talvez não tanto do ponto de vista técnico, mas principalmente da colaboração entre as pessoas e do lado humano da equipe”, encerrou Krack.
A Fórmula 1 volta de 24 a 26 de julho em Budapeste, palco do GP da Hungria, 11ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
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GP da Hungria de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1: 08:30
- Treino livre 2: 12:00
- Treino livre 3: 07:30
- Classificação: 11:00
- Corrida: 10:00
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1: 12:30
- Treino livre 2: 16:00
- Treino livre 3: 11:30
- Classificação: 15:00
- Corrida: 14:00
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1: 10:30
- Treino livre 2: 14:00
- Treino livre 3: 09:30
- Classificação: 13:00
- Corrida: 12:00
Horários em Moçambique
- Treino livre 1: 13:30
- Treino livre 2: 17:00
- Treino livre 3: 12:30
- Classificação: 16:00
- Corrida: 15:00
*Horário de Brasília