Jonathan Wheatley endossou falas de Toto Wolff e Günther Steiner e afirmou que as críticas de Max Verstappen ao regulamento da Fórmula 1 2026 estão diretamente ligadas ao momento difícil da Red Bull no início da temporada. O dirigente da Audi avaliou que o GP da China teve disputas interessante em pista e disse que a posição do neerlandês na ordem de forças influencia a forma como enxerga as novas regras.

A F1 adotou em 2026 um novo pacote de regras, com alterações profundas no chassi e nas unidades de potência, incluindo divisão igual entre combustão e energia elétrica e maior necessidade de gerenciamento de bateria ao longo das corridas.

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Neste cenário, Verstappen tem sido o crítico mais vocal ao novo conjunto técnico da categoria. Durante os testes coletivos no Bahrein, já havia comparado os carros da categoria com os da Fórmula E. As reclamações, porém, ficaram mais fortes depois da classificação em Melbourne, quando avaliou o acidente “estranho” que sofreu ainda no Q1, o que o fez largar da 20ª posição. Após a etapa na China, voltou a criticar duramente o regulamento e comparou o comportamento dos carros a um jogo. Ainda disparou contra quem defende o caminho seguido pela F1, dizendo que “quem gosta, não sabe o que é corrida”.

As críticas do tetracampeão, porém, já estão sendo contestadas por figuras importantes do paddock — e até de fora — da F1. Chefe da Mercedes, Wolff rebateu fortemente as falas de Verstappen e disse que a motivação é o “carro horrendo de pilotar” da Red Bull. Steiner, ex-chefe da Haas, corroborou com o dirigente e responsabilizou a equipe austríaca pela insatisfação do piloto.

Max Verstappen não está nada contente com a F1 2026 (Foto: Red Bull Content Pool)

Agora foi a vez de Wheatley, que trabalhou com Verstappen na Red Bull, se posicionar. O comandante da Audi afirmou compreender a frustração do piloto, mas destacou que o cenário competitivo tem papel central nas críticas. O britânico ainda ressaltou que as disputas ao longo do pelotão indicam aspectos positivos do novo regulamento, apesar das críticas iniciais.

“Se falar com os dois pilotos da Ferrari, vão dizer que foi uma corrida brilhante”, afirmou, em referência a Lewis Hamilton e Charles Leclerc. “Se você não pode vencer, pelo menos pode correr de forma limpa. Para mim, não pareceu uma corrida artificial. Os pilotos se atacaram, correram de forma bonita e limpa. Gostei de assistir”, avaliou.

“Há batalhas acontecendo no grid que são muito encorajadoras. Dá para entender os comentários de Max, mas isso passa pela posição em que se encontra”, finalizou o chefe da Audi.

As avaliações otimistas da etapa chinesa fizeram F1 e Federação Internacional de Automobilismo (FIA) desistirem de quaisquer alterações no regulamento já para a próxima etapa, no Japão. As partes seguem discutindo possíveis ajustes, mas não farão nenhuma modificação até, pelo menos, o GP de Miami. O próprio Wheatley destacou que a Audi tem participado ativamente das discussões e se colocou à disposição para colaborar com eventuais mudanças ao longo da temporada.

Fórmula 1 retorna em duas semanas, entre os dias 27 e 29 de março, com o GP do Japão, em Suzuka.

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