A Audi deixou o GP do Azerbaijão sem pontos, mas com sinais diferentes sobre o funcionamento do pacote de atualizações levado a Baku. A equipe apresentou um desempenho decepcionante na classificação, porém conseguiu recuperar posições durante a corrida com Gabriel Bortoleto e Nico Hülkenberg.
A resposta mais direta é que a Audi não perdeu desempenho, mas também não conseguiu comprovar um avanço suficiente para mudar de posição no pelotão intermediário. As novidades ajudaram o R26 a sustentar um ritmo competitivo durante os stints, porém não resolveram as limitações que prejudicaram a equipe em volta rápida e nas disputas em linha reta.
Bortoleto começou o fim de semana em décimo no primeiro treino livre, mas caiu para 14º no TL2. Na classificação, o brasileiro foi eliminado em 17º, imediatamente à frente de Hülkenberg. Foi a primeira vez em 2026 que a Audi perdeu os dois carros ainda no Q1.
A eliminação dupla mostrou que o pacote não produziu um salto imediato. Baku exige eficiência aerodinâmica, potência e bom gerenciamento da energia elétrica ao longo da extensa reta principal — justamente áreas nas quais a Audi ainda encontra dificuldades.
Na corrida, entretanto, o cenário foi mais positivo. Bortoleto avançou quatro posições e recebeu a bandeirada em 13º, enquanto Hülkenberg também recuperou terreno. Os dois carros conseguiram permanecer próximos da zona de pontuação, mas não apresentaram velocidade suficiente para atacar os adversários nas voltas finais.
Bortoleto classificou o ritmo como “promissor”, especialmente em comparação com o desempenho de classificação. O brasileiro, contudo, apontou a dificuldade de seguir outros carros e concluir ultrapassagens como o principal obstáculo para chegar ao top-10.
A Audi chegou a inverter as posições entre os pilotos para testar qual deles teria melhores condições de atacar os carros à frente. Allan McNish, diretor de corrida da equipe, minimizou a decisão e afirmou que a mudança “não alterou nada” no resultado, pois nenhum dos dois possuía vantagem suficiente de ritmo para alcançar a zona de pontos.
O desempenho também precisa ser analisado em comparação com as expectativas criadas antes da etapa. Nas simulações de corrida dos treinos, a Audi apareceu como a sétima força, atrás de Mercedes, McLaren, Red Bull, Ferrari, Alpine e Racing Bulls. O resultado em Baku confirmou aproximadamente essa posição.

Portanto, a atualização parece ter oferecido um ganho discreto de consistência, mas não uma transformação. A Audi mostrou ritmo melhor na corrida do que na classificação, recuperou posições com os dois pilotos e evitou ficar presa no fundo do pelotão. Por outro lado, não pontuou e permaneceu atrás das principais adversárias diretas.
O teste mais representativo acontecerá nas próximas etapas. Diferentemente de Baku, os circuitos da Malásia e de Singapura possuem características que permitem avaliar melhor o equilíbrio aerodinâmico, o comportamento em curvas e a conservação dos pneus.
A Fórmula 1 segue agora para Sepang. Para a Audi, a próxima etapa será importante para determinar se o pacote levado ao Azerbaijão trouxe um avanço permanente ou apenas uma pequena melhora de comportamento em ritmo de corrida.
F1 hoje: perguntas frequentes
Quando é a próxima corrida da Fórmula 1?
A próxima etapa é o GP do Bahrein, disputado entre 2 e 4 de outubro de 2026, no Circuito de Sepang, na Malásia.
Por que o GP do Bahrein será realizado na Malásia?
A etapa foi transferida de Sakhir por causa da instabilidade e dos conflitos no Oriente Médio. A corrida manteve oficialmente o nome de GP do Bahrein, mas será realizada em Sepang.
Quem lidera o campeonato da F1 2026?
Andrea Kimi Antonelli lidera com 302 pontos, enquanto George Russell ocupa a segunda posição com 236. A diferença é de 66 pontos.
A atualização da Audi funcionou no GP do Azerbaijão?
Parcialmente. O carro apresentou ritmo de corrida mais competitivo, mas a equipe perdeu os dois pilotos no Q1 e terminou novamente fora da zona de pontuação.