Mesmo em um fim de semana dos mais complicados, a Audi contou com o caos para entrar na briga pelos pontos no GP do Azerbaijão deste sábado (26). No fim das contas, embora Allan McNish tenha explicado, em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, que tentou inverter as posições dos pilotos para avançar no pelotão, a equipe saiu zerada de Baku.
Após uma classificação trágica, com Gabriel Bortoleto e Nico Hülkenberg sendo eliminados no Q1, a situação para a corrida não era nada fácil. No fim das contas, o brasileiro cruzou a linha de chegada na 13ª posição, enquanto o alemão, que chegou a frequentar o top-10 momentaneamente, recebeu a bandeira quadriculada em 11º novamente em 2026.
Com dificuldades para escalar o pelotão, a Audi pediu a Hülkenberg para que deixasse Bortoleto ultrapassá-lo na volta 27, uma vez que o mais jovem da dupla estava mais rápido. No entanto, momentos mais tarde, começou o caos: primeiro com a batida de Alexander Albon na curva 5 e, depois, com o ‘strike’ de Franco Colapinto em Pierre Gasly e Lando Norris na hora da relargada.
“Decidimos inverter as posições, e eles fizeram isso na aproximação da curva 3. Naquele momento, Gabi estava um pouco mais rápido, mas, no fim das contas, depois que o safety-car entrou, da forma como as coisas aconteceram, Nico voltou a sair [dos boxes] na frente. E, depois disso, terminou assim”, começou McNish, diretor de corridas, explicando que o alemão ganhou a posição do brasileiro na troca de pneus.
“Depois disso, Gabi acabou sendo um pouco espremido pelo [Sergio] Pérez, que mergulhou por dentro na curva 3, e acabou perdendo algumas posições. Mas, na verdade, foi na relargada que Nico estava à frente do Gabi”, acrescentou.
“É sempre possível olhar para trás e pensar em coisas diferentes que poderiam ter sido feitas, e acho que, na realidade, considerando a situação em que estávamos e o momento em que decidimos inverter as posições, Gabi estava se aproximando e entrou no vácuo. Havia outras coisas com as quais Nico também estava lidando antes disso, então não era algo tão óbvio a ponto de podermos dizer que aquela era claramente a decisão certa.”

“Nós decidimos inverter as posições. Como acabou acontecendo, o safety-car entrou, houve o incidente do Albon três ou quatro voltas depois. É possível sempre olhar para essas coisas em retrospecto e analisá-las, mas, pessoalmente, não acho que isso tenha tido muita influência no resultado final”, encerrou McNish.
A Fórmula 1 retorna às atividades no próximo fim de semana, com o GP do Bahrein. Apesar do nome, a 16ª etapa da temporada será disputada no Circuito de Sepang, na Malásia.