Depois de Cadillac e Audi entrarem na Fórmula 1 na temporada 2026, que começou no último fim de semana com o GP da Austrália, chegou a vez de outra gigante do mundo automotivo sinalizar para a categoria: a BYD. Ainda ausente do automobilismo, a marca chinesa tem sondado o mundo do esporte a motor nos últimos meses e agora se aproxima da maior investida possível neste universo.

A informação é do portal norte-americano Bloomberg, que acrescenta que o alto custo para operar uma equipe na F1 tende a ser o principal obstáculo para a BYD neste momento. A montadora segue aberta para entrar no grid como uma 12ª equipe, como fez a Cadillac, ou através da compra de um time já existente, como fez a Audi com a Sauber.

A marca chinesa, que é um acrônimo do inglês “Build Your Dreams“, é focada especialmente na produção de veículos elétricos e híbridos, o que casaria com o propósito do novo regulamento técnico da F1. Agora, as unidades de potência dividem combustão interna e potência elétrica em 50/50.

Fórmula E revelou recentemente que mantém conversas ativas com a BYD sobre uma possível entrada no campeonato. Quem divulgou a informação foi Jeff Dodds, CEO da categoria elétrica, que explicou que o diálogo com a fabricante chinesa acontece há algum tempo, embora ainda não exista um anúncio oficial sobre participação na categoria elétrica.

Antes, o portal especializado Daily Sportscar também reportou que a montadora chinesa está em contato com os responsáveis pelo regulamento dos protótipos LMH LMDh para entender melhor o processo técnico de desenvolvimento e competição. A ideia da BYD é explorar uma entrada na classe Hipercarro do Mundial de Endurance (WEC), com possibilidade para expansão futura no IMSA SportsCar.

No entanto, uma barreira evidente existe nesta ideia: a BYD não comercializa carros de rua nos Estados Unidos, uma exigência indispensável para ingressar na classe GTP do IMSA SportsCar. Neste ponto, uma entrada na F1 pode ajudar a marca chinesa, que já superou a Tesla em vendas de veículos elétricos pelo mundo.

BYD estuda cenário do endurance, da Fórmula E e até da F1 (Foto: BYD)

Caso ingresse na F1, a visibilidade da marca nos EUA será considerável, já que o esporte segue crescendo no país norte-americano graças ao impulso gerado pela série documental da Netflix, Drive To Survive, e pelas três etapas que o país recebe atualmente. Logo, uma entrada no mercado automotivo americano pode passar pela Fórmula 1.

Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem, afirmou que a chegada de uma equipe chinesa ao grid seria o próximo passo lógico para a categoria depois da entrada da Cadillac nesta temporada.

A F1 volta à pista para a segunda etapa da temporada neste fim de semana, no GP da China, entre os dias 13 e 15 de março. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

GP da China de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:

SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 100:3002:3004:3005:30
Classificação Sprint04:3006:3008:3009:30
Corrida Sprint00:0002:0004:0005:00
Classificação04:0006:0008:0009:00
Corrida04:0006:0008:0009:00

*Horário de Brasília

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