De contrato recém-renovado, Carlos Sainz desembarcou em Zandvoort já avisando que a Williams precisa de “um carro novo” se quiser ser capaz de competir contra as principais rivais na Fórmula 1. O espanhol, inclusive, disse que a equipe errou completamente no projeto do FW48 e, por isso, defendeu que o foco se volte totalmente ao desenvolvimento do carro da próxima temporada.
Após terminar o Mundial de Construtores do ano passado na quinta colocação, a escuderia liderada por James Vowles acreditava que seria capaz de se aproximar mais de Ferrari, McLaren, Mercedes e Red Bull com a chegada do novo regulamento. Ledo engano. A bordo de um monoposto cheio de problemas aerodinâmicos e ainda com sobrepeso, a dupla titular somou apenas 11 pontos até aqui, ficando atrás até mesmo da estreante Audi na tabela de classificação.
Para tentar amenizar um pouco a situação, a Williams tem trabalhado em um pacote robusto de atualizações para o GP do Azerbaijão, programado para o fim de setembro. Mas se Alexander Albon já deixou claro que as melhorias não vão mudar muita coisa, Sainz seguiu por uma linha similar, afirmando que os azuis precisariam de um carro novo para ganhar desempenho.
“Creio que o pacote de Baku, se funcionar para nós, pode nos permitir ao menos nos aproximar um pouco do top-10. Mas estamos tão longe até mesmo da Racing Bulls, era 1s5 em Budapeste, que a menos que você leve um carro novo, como a Aston Martin levou [na Hungria], um pacote de atualizações não vai te dar 1s, 1s5. Então, é preciso levar um carro novo, e neste ano já não dá mais tempo”, disse em conversa com o jornal espanhol As.
“Criamos um conceito que não pode ser muito desenvolvido, porque é um conceito falho. Não é rápido e não temos capacidade de evoluí-lo no ritmo em que os melhores estão evoluindo, e eles estão 3s à nossa frente, então está claro que alguma coisa não funciona”, acrescentou.
Na sequência, Carlos lembrou da jornada da Williams em 2025. A equipe começou a temporada em dificuldades, mas foi capaz de evoluir através do último ano da geração de carros de efeito solo e alcançou dois pódios, no Azerbaijão e no Catar, ambos com o #55. Resultados que eleveram as expectativas em relação ao que a base de Grove poderia aprontar no certame atual.

“No ano passado, conseguíamos evoluir o carro porque entendíamos o regulamento e tínhamos um conceito de carro igual ou muito parecido com o dos demais. Fomos a equipe que deu o maior salto. Então, está claro que, neste ano, quando foi preciso começar do zero, não acertamos no conceito e isso não nos permite evoluí-lo”, encerrou.
A Fórmula 1 volta neste final de semana, de 21 a 23 de agosto, no GP dos Países Baixos, 12º da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades em Zandvoort AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificações e corridas em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além da cobertura completa, o GRANDE PRÊMIO estará in loco com o repórter Leonid Kliuev.
GP dos Países Baixos de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1: 07:30
- Classificação sprint: 11:30
- Corrida sprint: 07:00
- Classificação: 11:00
- Corrida: 10:00
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1: 09:30
- Classificação sprint: 13:30
- Corrida sprint: 09:00
- Classificação: 13:00
- Corrida: 12:00
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1: 11:30
- Classificação sprint: 15:30
- Corrida sprint: 11:00
- Classificação: 15:00
- Corrida: 14:00
Horários em Moçambique
- Treino livre 1: 12:30
- Classificação sprint: 16:30
- Corrida sprint: 12:00
- Classificação: 16:00
- Corrida: 15:00