A palavra subestimado acompanhou a carreira de Carlos Sainz em algum momento na Fórmula 1. O ápice pode ter sido após o espanhol vencer o GP da Austrália deste ano, terminando à frente de Charles Leclerc e com destino traçado na Ferrari: deixará o time para dar lugar a Lewis Hamilton. O #55, no entanto, não concorda com essa opinião e destacou o respeito que tem dentro do paddock.

Até aqui, Sainz ainda não anunciou onde vai correr na temporada 2025 na Fórmula 1, mas é o piloto mais destacado do mercado. Alpine e Williams escancararam o desejo de contar com o espanhol, enquanto a Mercedes demonstrou que o piloto tem chances, assim como a Sauber/Audi. A Red Bull, que cogita rifar Sérgio Pérez, também pode ser uma possibilidade.

“Não pela pessoas que conhecem bem esse esporte. Não me sinto subestimado pelos chefes de equipe, piloto ou por quem está no dia a dia da Fórmula 1. Nem pelos engenheiros e nem por quem acompanha todos os detalhes”, afirmou Sainz à revista de moda GQ.

“Talvez pela imprensa, por gente que entende um pouco menos deste esporte, de maneira mais superficial e que não entende dos pormenores. É possível que estes tenham prestado menos atenção e me subestimaram. Como sempre digo, o que me importa são os que compreende tudo de verdade. Nesse sentido, nunca fui desvalorizado por rivais, engenheiros e chefes de equipe”, prosseguiu.

Carlos Sainz vai definir destino nas próximas semanas (Foto: Pirelli)

Sainz vai deixar a Ferrari após quatro temporadas e apontou que nunca teve um carro que o possibilitou brigar pelo título. O piloto, que deixou claro ter aproveitado todas oportunidades para vencer, destacou que vai levar consigo as amizades feitas em Maranello.

“No momento, quando não se tem um carro para ser campeão, a competição é contra si mesmo. Se tivesse tido condições de ganhar um Mundial e não tivesse conseguido, isso, certamente, teria custado a aceitar. O positivo é que tive carro para ganhar um ou outra corrida e ganhei uma ou duas provas. Algumas poles, outras vitórias e, acima de tudo, [consegui] muitos pódios para esta equipe”, apontou Sainz.

“Mas o melhor é o que levo do pessoal com quem trabalhei. Afinal, isso é o que fica: os amigos e os colegas de trabalho. Também, claro, os êxitos, que são as três vitórias. Consegui a primeira vitória da minha fica com uma Ferrari, em um circuito como Silverstone, além de ganhar em Singapura e Austrália, que foi um ‘momentaço’ depois da cirurgia”, encerrou Sainz.