Frédéric Vasseur desabafou sobre a pressão que encara no comando da Ferrari. Após a classificação do GP do Azerbaijão, o chefe do time italiano destacou os grandes desafios enfrentados na Fórmula 1 e afirmou que as constantes especulações sobre a escuderia tumultuam o ambiente e atrapalham o trabalho, citando notícias recentes sobre uma possível demissão dentro da estrutura.

O fim de semana no Azerbaijão é mais um em que a Ferrari tem dificuldades para acompanhar o ritmo da Mercedes e olha mais para os rivais que vêm atrás. Após ficar atrás das Flechas de Prata e da Red Bull nos treinos livres, o time italiano teve uma classificação complicada nesta sexta-feira (25).

Charles Leclerc até conquistou o segundo lugar, mas ficou 0s837 atrás do tempo que garantiu a pole-position a George Russell. Já Lewis Hamilton sofreu com os pneus e ficou apenas na sexta posição. Ao término das atividades do dia, Vasseur foi questionado pela Sky Sports a dificuldade de comandar a Ferrari e reconheceu que a pressão atinge não apenas quem ocupa cargos de liderança, mas todos os integrantes da equipe.

“É difícil trabalhar na Ferrari, para todos os integrantes da equipe. Na semana passada, tivemos de ler que alguém seria demitido”, afirmou Vasseur.

A declaração faz referência a notícias publicadas na semana anterior sobre uma possível saída da Ferrari. Vasseur não identificou quem seria o integrante mencionado nem tratou a eventual demissão como um fato consumado, mas deixou claro que a repercussão do assunto teve impacto sobre o ambiente da equipe.

Na avaliação do francês, a F1 já impõe um nível elevado de pressão naturalmente. A disputa entre Ferrari, Mercedes, McLaren e Red Bull acontece frequentemente por margens muito pequenas, o que aumenta a importância da execução e da estabilidade interna. Porém, reconheceu que a equipe precisa manter a concentração apesar da pressão que vem de fora.

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Ferrari se habituou a ser mais ameaçada pela McLaren do que fazer frente à Mercedes (Foto: Ferrari)

“A F1 é um desafio enorme. Somos quatro equipes lutando por centésimos. Hoje, Russell fez a diferença, mas normalmente lutamos por centésimos”, disse.

“Certamente, essa falta de serenidade não ajuda o trabalho a equipe. Mas as coisas são assim e simplesmente temos de continuar trabalhando”, concluiu.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP do Azerbaijão AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além da cobertura completa, o GRANDE PRÊMIO está in loco com o repórter Leonid Kliuev.

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