A pré-temporada de 2021 da Fórmula 1 foi a mais curta dos últimos tempos. Com o objetivo de facilitar a logística e diminuir custos, apenas três dias de testes aconteceram no circuito de Sakhir, no Bahrein, que também será a sede da abertura do campeonato, que acontece no próximo dia 28.
Apesar de elogios ao formato condensado e a escolha da sede, os chefes de equipe da Fórmula 1 não querem apenas três dias em 2022. Franz Tost, líder da AlphaTauri, valorizou a diferença das condições climáticas entre Bahrein e Barcelona, na Espanha, sede tradicional da pré-temporada, mas pediu equilíbrio entre tempo de pista e custos.
“Sempre fui favorável a testar no Bahrein e em Abu Dhabi, e acho que as manhãs de sextae sábado tiveram boas condições, mas a tarde de sexta foi bem ruim. Barcelona é difícil nesta época do ano. Pode chover, pode estar frio. Quando normalmente temos os testes, um dia é molhado e perto dos 14°C. Não são condições de testes ideais para a Fórmula 1”, comentou o chefe da AlphaTauri.
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“Durante a temporada, vamos sentar e depois decidir. No próximo ano, teremos um novo carro e acho que três dias não serão suficientes, mas precisamos encontrar o equilíbrio entre o número de dia e custos, porque 2022 não será um ano barato. Temos de colocar tudo em consideração”, seguiu.
Otmar Szafnauer, chefe da Aston Martin, também concorda que o formato de três dias é inviável para 2022, mas que é necessária a discussão para um equilíbrio entre tempo relevante de testes e que não pese tanto no bolso das equipes. O ano será marcado pela revolução técnica da Fórmula 1, com carros inteiramente novos.
“Como disse o Franz, vamos ter um carro inteiramente novo no ano que vem, e precisamos considerar onde e quanto vai durar o teste no próximo acho. Acho que três dias foram apropriados para este ano por tudo que aconteceu em 2020, com pandemia e a redução do desenvolvimento do carro”, concluiu Szafnauer.