O mundo da Fórmula 1 acordou nesta quinta-feira (9) com a notícia de que Gianpiero Lambiase, engenheiro de corrida de Max Verstappen naRed Bull, assinou contrato para se transferir para a McLaren a partir de 2028. O movimento, no entanto, pode impactar diretamente o futuro do tetracampeão na categoria — não apenas pelo fato de o time taurino perder mais um membro de alto escalão, mas também porque o engenheiro mantém uma relação de irmão com o piloto.
Com informações veiculadas inicialmente pelos portais De Limburger e De Telegraaf e confirmadas pelas equipes depois, a McLaren venceu a disputa contra Williams e Aston Martin e conseguiu atrair Lambiase. A parceria, no entanto, só começa em 2028, já que o engenheiro ainda tem contrato com a Red Bull até 2027. E isso pode ter impacto direto na carreira de Verstappen. Mas antes de analisar as possibilidades, é preciso entender o cenário em que se encontra o tetracampeão.
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A Red Bull passa por um momento complicado na F1 em que já perdeu para a McLaren Rob Marshall, projetista-chefe, e Will Courtenay, ex-chefe de estratégia, viu a Audi contratar o diretor-esportivo Jonathan Wheatley, enquanto a Aston Martin conseguiu o passe do lendário projetista Adrian Newey. Junto a isso, o chefe Christian Horner e o consultor Helmut Marko — um dos braços direitos do neerlandês — também saíram e não estão mais no esporte. Como se não fosse o suficiente, o diretor-técnico Pierre Waché está na corda bamba e terá um teste final no GP de Miami.
Em meio a essa debandada, a Red Bull começou a perder rendimento na F1. Mas mesmo quando a equipe dominava o esporte, Verstappen já afirmava que não pretendia permanecer por muitos anos na categoria, pois desejava passar mais tempo com a família e se dedicar a outros projetos. Ademais, os carros do novo regulamento, que apresentam perda de potência ao longo da volta, foram amplamente criticados pelo tetracampeão, que voltou a considerar a aposentadoria.
Vale lembrar que Verstappen tem contrato com a Red Bull até 2028. No entanto, cláusulas de desempenho permitem que o acordo seja encerrado de forma antecipada. Com a equipe em sexto no Mundial de Construtores e o neerlandês em nono no Mundial de Pilotos, uma eventual ruptura não seria improvável. A falta de competitividade e de prazer ao pilotar os novos carros já seriam motivos suficientes para o piloto reavaliar a carreira. Nesse contexto, a saída de Lambiase surge como um fator adicional.
Diante de tudo o que acontece na Red Bull, é possível que Verstappen se aposente ou, ao menos, tire um período sabático da F1. Afinal, além das diversas declarações nesse sentido, o piloto está cada vez mais próximo do endurance e vai disputar as 24 Horas de Nürburgring em 2026. Ainda assim, seria ingênuo pensar que outras equipes do grid da F1 não fariam esforços para atraí-lo.

A McLaren, por exemplo, tem bons argumentos para tentar a contratação de Verstappen. Além da estrutura sólida, que resultou nos títulos do Mundial de Construtores em 2024 e 2025, a equipe contará, a partir de 2028, com profissionais que trabalharam com o piloto durante a fase vitoriosa da Red Bull. Soma-se a isso, naturalmente, a possibilidade de Max voltar a trabalhar ao lado de Lambiase. O CEO Zak Brown, inclusive, já demonstrou interesse no tetracampeão, embora negociações anteriores não tenham avançado.
A principal questão para a McLaren, caso consiga convencer Verstappen, seria resolver a situação com Lando Norris e Oscar Piastri. A dupla possui contratos de longo prazo e, até o momento, uma mudança iminente é pouco provável. No entanto, a disputa pelo título em 2025 indicou uma preferência interna por Norris, o que pode levar Piastri a considerar alternativas no futuro.
Por fim, uma possibilidade mais remota envolve a Ferrari. Diante da idade considerada avançada para a Fórmula 1, há questionamentos sobre a permanência de Lewis Hamilton por muito tempo na categoria. Em um cenário natural, o substituto seria Oliver Bearman, formado pela academia de jovens pilotos da equipe italiana, para ocupar o posto ao lado de Charles Leclerc.
Entretanto, a Ferrari historicamente não se limita a promover talentos de sua academia e costuma buscar pilotos de elite no mercado — perfil no qual Verstappen se encaixa perfeitamente. Ainda assim, esse movimento parece menos provável e dependeria de uma combinação específica de fatores.

A Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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