Max Verstappen passeou completamente no GP dos Estados Unidos deste domingo (19) e conquistou uma vitória importante na briga pelo título da temporada 2025 da Fórmula 1. Lando Norris não ameaçou o piloto da Red Bull em momento algum ao longo das 56 voltas, mas ficou satisfeito com o segundo lugar, já que os pontos adquiridos o ajudaram a se aproximar do companheiro de McLaren na classificação do campeonato.

Charles Leclerc foi o grande destaque do dia ao colocar a Ferrari no pódio, enquanto Lewis Hamilton precisou se contentar com o quarto lugar. Ainda líder da competição, Oscar Piastri cruzou a linha de chegada em quinto, acompanhado por George Russell, Yuki Tsunoda, Nico Hülkenberg, Oliver Bearman e Fernando Alonso no top-10.

O brasileiro Gabriel Bortoleto voltou a ter problemas para se entender com o desafiador traçado do Circuito das Américas e recebeu a bandeira quadriculada em 18º, à frente apenas de Pierre Gasly, da Alpine. Carlos Sainz levou a pior após uma manobra otimista para cima de Andrea Kimi Antonelli e foi o único piloto a abandonar.

Fórmula 1 volta de 24 a 26 de outubro com o GP da Cidade do México, no Autódromo Hermanos Rodríguez.

Max Verstappen esquentou de vez a briga pelo título (Foto: Red Bull Content Pool)

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Confira as declarações dos pilotos:

Max Verstappen, primeiro: Verstappen festeja vitória nos EUA e mantém fé por título: “A chance está ali”

Lando Norris, segundo: Norris elogia duelo com Leclerc e diz que “fez tudo que podia” após 2° lugar nos EUA

Charles Leclerc, terceiro: Leclerc valoriza pódio nos EUA em fase difícil da Ferrari: “Muito feliz”

Lewis Hamilton, quarto: Hamilton aponta aspectos positivos do GP dos EUA e celebra Ferrari “no caminho certo”

Oscar Piastri, quinto: Piastri admite classificação ruim, mas critica carro nos EUA: “Não me senti confortável”

George Russell, sexto: Russell fala em “procissão” no GP dos EUA e critica F1: “Tudo se resolve na classificação”

Charles Leclerc foi um dos grandes destaques do GP dos Estados Unidos (Foto: AFP)

Yuki Tsunoda, sétimo: Tsunoda festeja 7º lugar nos EUA, mas admite: “Preciso disso com mais consistência”

Nico Hülkenberg, oitavo: Hülkenberg celebra 8° lugar, mas admite: “Não esperava ser tão competitivo nos EUA”

Oliver Bearman, nono: Bearman detona Tsunoda por incidente nos EUA e cutuca: “Parece desesperado”

Fernando Alonso, décimo: Alonso se conforma com 10º lugar em GP dos EUA “que não ficará na memória”

Liam Lawson, 11º: “Dei tudo de mim na corrida, mas não tive uma largada das melhores porque fiquei encaixotado na curva 1. Provavelmente foi ali que perdemos a chance de pontuar. No geral, o ritmo não foi forte o bastante hoje. É muito difícil ultrapassar aqui e a Aston controlou nossa corrida ao ficar tanto na frente quanto atrás. É frustrante, porque tivemos oportunidades de somar pontos ao longo do fim de semana e deixamos escapar. Vamos levar os aprendizados para o México na próxima etapa.”

Lance Stroll, 12º: “Foi uma corrida divertida hoje — conseguimos avançar com boas ultrapassagens e ganhamos algumas posições. Chegamos perto de pontuar, mas era difícil pela posição de largada, então fizemos o melhor possível. O carro estava bom hoje e ficou ainda mais responsivo com a mudança na direção do vento. Foi um domingo positivo, considerando como foi o sábado, e agora o foco é no México.”

Líder do campeonato, Oscar Piastri terminou apenas na quinta posição (Foto: McLaren)

Andrea Kimi Antonelli, 13º: Antonelli responsabiliza Sainz por acidente nos EUA: “Não faria a curva de qualquer jeito”

Alexander Albon, 14º: “Largamos com os pneus duros, o que normalmente é uma boa escolha quando a pista está tão quente, mas não tínhamos aderência nenhuma e, na prática, tivemos de fazer um pit-stop extra logo no começo. Na verdade, nosso ritmo era bom, mas foi uma corrida um pouco bagunçada em alguns momentos e simplesmente não conseguimos encaixar bem nas curvas. Neste fim de semana eu não consegui entrar no ritmo do circuito, mas pelo menos saímos da Sprint com alguns pontos e aprendizados importantes. Para o México, precisamos apenas acertar alguns detalhes e, com sorte, ter um fim de semana mais limpo.”

Esteban Ocon, 15º: “Foi uma tarde muito difícil, para dizer o mínimo. Ganhei três ou quatro posições na curva 1, mas acabei perdendo todas nas primeiras voltas por causa da falta de aderência com os pneus duros. A partir daí, o ritmo até foi razoável, mas não conseguimos recuperar o que perdemos nesses primeiros 25 ou 30 giros. Está bem claro para nós por que o fim de semana foi tão complicado: o setor de alta velocidade foi extremamente difícil, então tivemos de tirar bastante carga aerodinâmica, o que nos prejudicou em outros trechos — precisamos rever isso. Pelo menos a equipe somou 2 pontos hoje, o que é positivo.”

Isack Hadjar, 16º: “Foi a corrida que eu esperava hoje, largando lá de trás. Não mostrei um ritmo real durante todo o fim de semana, e nossa estratégia foi alongar bastante o primeiro stint e torcer por um safety-car. Há algumas coisas que precisamos entender sobre o carro. Fomos fortes na maioria dos fins de semana deste ano, mas tivemos um problema de suspensão que precisamos resolver para garantir que não se repita. Ainda assim, tive boas disputas na pista e aprendi bastante, então dá para levar um bom embalo para o México.”

Gabriel Bortoleto teve mais um dia difícil no GP dos Estados Unidos (Foto: Sauber)

Franco Colapinto, 17º: Colapinto minimiza manobra sobre Gasly nos EUA: “Bortoleto passaria nós dois”

Gabriel Bortoleto, 18º: Bortoleto avalia GP dos EUA “bem chato” e se defende de toque com Albon

Pierre Gasly, 19º: “Foi uma tarde decepcionante, em que nos faltou desempenho de forma geral. Hoje, simplesmente fomos lentos demais. O primeiro stint até foi bom, eu estava colado no Liam [Lawson] em um trenzinho e parecia que tudo estava sob controle. Mas depois do pit-stop para os pneus macios — que foi lento —, tudo desandou até o fim da corrida, quando fiquei preso em muito tráfego. Temos muita coisa para analisar como equipe, porque tem sido difícil sermos competitivos aos domingos. Vamos trabalhar nisso e voltar mais fortes no México.”

Carlos Sainz, não completou: “É uma pena terminar a corrida assim, porque o carro tinha um ótimo ritmo hoje. Já tinha feito uma manobra parecida sobre Bearman algumas voltas antes, então tentei repetir a linha de dentro com Antonelli na curva 15. Ele abriu a trajetória e depois fechou de forma mais brusca do que eu esperava; tentei reagir freando forte para evitar o toque, mas foi tarde demais e acabamos nos tocando. Eu estava atrás, então aceito a minha parcela de culpa. No fim, é lamentável porque arruinou a corrida para nós dois. Estávamos rápidos, então dói não transformar isso em mais pontos hoje — mas vamos reagir no México na próxima semana.”