Ainda que tenha perdido duas posições na largada, Lando Norris tirou proveito da estratégia da McLaren para se recuperar e vencer o GP da Hungria deste domingo (3), 14ª etapa da temporada 2025 da Fórmula 1. Companheiro de equipe do britânico e principal concorrente na luta pelo título, Oscar Piastri amargou o segundo lugar, apenas 0s698 atrás.

George Russell conseguiu um feito incrível e colocou a Mercedes no último degrau do pódio, enquanto Charles Leclerc se desentendeu com a Ferrari e teve de se contentar com o quarto lugar. Fernando Alonso terminou em quinto com a Aston Martin, seguido de perto por Gabriel Bortoleto, em sexto — o melhor resultado de um piloto brasileiro desde o GP do Bahrein de 2017.

Lance Stroll, Liam Lawson, Max Verstappen e Andrea Kimi Antonelli foram responsáveis por completar a lista dos dez primeiros colocados em Budapeste. Lewis Hamilton não foi além do 12º lugar, ao mesmo tempo que Franco Colapinto e Pierre Gasly, dupla da Alpine, terminaram no fundo do grid.

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Gabriel Bortoleto terminou o GP da Hungria na sexta posição (Foto: Sauber)

A Fórmula 1 agora para e entra no tão aguardado recesso de meio de temporada. Será quase um mês sem corridas, com período de repouso para pilotos e membros das equipes, até o retorno, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort, entre os dias 29 e 31 de agosto.

Confira declarações dos pilotos:

Lando Norris, primeiro: Norris diz que “não esperava” vitória na Hungria com 1 pit-stop: “Era única opção”

Oscar Piastri, segundo: Piastri diz que “tentou tudo que pôde” na Hungria: “Precisava de um erro de Norris”

George Russell, terceiro: Russell celebra pódio em GP da Hungria “cheio de surpresas” e minimiza toque com Leclerc

Charles Leclerc, quarto: Leclerc se desculpa por bronca contra tática da Ferrari na Hungria: “Problema foi no chassi”

Lando Norris levou a melhor no duelo contra Oscar Piastri no GP da Hungria (Foto: McLaren)

Fernando Alonso, quinto: Alonso admite “boa surpresa” com Aston Martin e se diz “feliz” com 5° lugar na Hungria

Gabriel Bortoleto, sexto: Bortoleto celebra “melhor corrida” na F1 e duelos com Verstappen e Alonso na Hungria

Lance Stroll, sétimo: Stroll vê carro da Aston Martin em “boa janela do TL1 até última volta” na Hungria

Liam Lawson, oitavo: Lawson se diz “muito feliz” com GP da Hungria, mas admite nervosismo com pit-stop

Max Verstappen, nono: Verstappen se irrita com investigação por pega com Hamilton na Hungria: “Foi nada”

Max Verstappen terminou apenas na nona posição (Foto: Red Bull Content Pool)

Andrea Kimi Antonelli, décimo: Antonelli mira “novo começo” na F1 com GP da Hungria: “Cheguei a duvidar de mim mesmo”

Isack Hadjar, 11º: “É pura frustração com o fato de termos ficado fora dos pontos. O ritmo foi forte em todo o fim de semana, e eu estava pessoalmente confiante antes da corrida. Infelizmente, não largamos bem. Dei tudo que eu tinha na primeira volta, mas fui ultrapassado e terminei preso atrás de outros carros. Com pneus médios, nosso ritmo era sólido. O resultado de Liam [Lawson, oitavo lugar] foi bom para a equipe e há muita coisa positiva para tirar daqui. O carro tem potencial, só preciso acertar tudo quando conta. Temos tido azar nas últimas corridas, mas estou otimista quanto à segunda metade da temporada. Vou continuar concentrado no que vem por aí e voltar mais forte após o recesso.”

Lewis Hamilton, 12º: Hamilton fala em “coisas acontecendo em segundo plano” na Ferrari: “Sentimento ruim”

Nico Hülkenberg, 13º: Hülkenberg se diz “feliz” por Bortoleto, mas lamenta “estratégia agressiva” na Hungria

Lewis Hamilton voltou a decepcionar com a Ferrari na Hungria (Foto: AFP)

Carlos Sainz, 14º: “Foi um fim de semana mais limpo para a equipe. É uma pena que não tenha sido uma etapa em que o carro era mais forte. O 13º lugar pareceu o máximo, era o lugar em que terminaríamos se não fosse pelo incidente com Gasly. Tentamos fazer uma parada só, mas provavelmente foi otimista demais, já que estávamos indo de pneus macios para duros. Mas tentamos algo diferente antes de passar para a estratégia de duas paradas. Termino a primeira metade da temporada um pouco decepcionado, porque não otimizamos os fins de semana em que éramos mais fortes. Espero que na segunda parte do campeonato seja diferente. Agradeço muito à equipe pelo esforço enorme e aos fãs pelo apoio sem fim. Vamos reiniciar, recarregar as forças e voltar mais forte para o resto da temporada.”

Alexander Albon, 15º: “Fim de semana muito difícil. Cheguei otimista, mas acho que ficamos um pouco expostos nesta pista. Não se encaixa com nosso carro. Tivemos dificuldades na corrida mais do que eu achei que aconteceria. Temos de fazer o trabalho de casa, porque sei que é possível melhorar o que fizemos se tivéssemos a chance de voltar no tempo. Vai ser uma guerra campal no resto do ano. Acho que para a nossa equipe é melhor ter pistas de baixo downforce, enquanto outros vão melhor em pistas de alto downforce [como Hungaroring]. Temos de ver o que vai acontecer. Mas eu vou lutar até o fim para garantir o quinto lugar do Mundial de Construtores para a Williams. Sei que Carlos sente o mesmo. Vamos até o fim.”

Esteban Ocon, 16º: “Dia difícil, com certeza. Tivemos dificuldades, especialmente perto do fim da prova. Acho que os carros atrás estavam mais velozes e com pneus mais novos. Passamos por eles, então criamos uma oportunidade. A largada foi sólida, mas temos de trabalhar em como manter o carro mais sob controle e aumentar o ritmo durante a corrida. A avaliação da primeira metade da temporada mostra algumas coisas enormemente positivas, como uma quantidade decente de pontos. Mas não somos consistentes o suficiente. Em Spa, voamos na sprint, mas não estamos neste nível em todos os fins de semana. Estamos trabalhando nisso, e tenho total confiança na equipe.”

Andrea Kimi Antonelli voltou a pontuar na temporada 2025 (Foto: Mercedes)

Yuki Tsunoda, 17º: Tsunoda cobra comunicação da Red Bull após 17º lugar na Hungria: “Muito frustrante” 

Franco Colapinto, 18º: Colapinto diz que sentiu “mais confiança” apesar de GP da Hungria “difícil” da Alpine

Pierre Gasly, 19º: “Não dá para aprovar o resultado de hoje, ainda que a sensação tenha sido que nossa execução da corrida foi boa. No fim das contas, somos muito lentos. Nos dois últimos fins de semana, pudemos otimizar as condições e sair com bons resultados. Mas hoje foi uma situação mais convencional e que destacou nossos pontos mais fracos. Mesmo assim, ainda tive boas brigas na pista e senti que a corrida foi bastante boa. Estou aqui para correr, não para desistir, e sempre vou dar o máximo que tiver em duelos de pneu contra pneu. A equipe e eu vamos ficar em Budapeste para um teste antes do recesso. Temos trabalhado extremamente duro, e tenho certeza que todos estão ansiosos por duas semanas de folga. Vamos continuar o trabalho duro, especialmente com muito foco em 2026, mas ainda queremos voltar com força para a parte final deste ano.”

Oliver Bearman, abandonou: “Conseguimos andar no décimo lugar durante o stint inicial, mas eu estava sofrendo o tempo todo. Tive muitas dificuldades para sentir bem o carro, sofri com muita saída de frente o dia todo. Aumentou mais no segundo stint, quando tive danos em alguma parte, porque vimos uma queda brusca na carga aerodinâmica. Neste ponto, foi claro que não era possível terminar a corrida. É decepcionante, porque fizemos boa classificação e largada, mas, a partir daí, já não olhava mais para frente, mas para trás. Precisamos entender os motivos disso, porque eu tenho me sentido bem em ritmo de corrida, mas hoje não foi o caso.”