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Ocon admite erro por rivalidade com Pérez na Force India: “Era muita pressão”
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Ocon admite erro por rivalidade com Pérez na Force India: “Era muita pressão”

Esteban Ocon refletiu sobre rivalidade com Sergio Pérez na Force India, reconheceu a pressão de competir com um piloto experiente e admitiu erros

Ana Letícia Ferro

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Com dez temporadas completas na Fórmula 1, Esteban Ocon já passou por seis equipes diferentes desde a estreia, em 2016. O currículo também conta com uma lista de companheiros diferentes, que nem sempre se deram bem com o francês, como é o caso de Sergio Pérez. Parceiros por dois anos na Force India, Ocon destacou recentemente que havia “muita pressão” em correr com alguém experiente ao lado. 

O atual piloto da Haas estreou na F1 pela Manor, mas não realizou a temporada completa, e no ano seguinte, foi contratado pela Force India de forma integral. Com 20 anos na época, Ocon era recente no esporte e precisava fazer valer a contratação. Quando chegou para ser a dupla de Pérez, o mexicano estava na categoria há seis temporadas e vinha com resultados constantes, tendo finalizado 2016 na sétima posição do Mundial

Em vídeo recente da série Off The Grid, do canal oficial da Fórmula 1, o francês revelou que havia muita pressão em dividir a garagem com alguém mais experiente. “Era muita pressão. Eu estava competindo contra alguém muito experiente, o Checo. Ele era um piloto que pontuava consistentemente no meio do pelotão — provavelmente o mais consistente”, contou Ocon.

A relação entre os dois foi marcada por batidas e acidentes, como o GP da Bélgica em 2017 em que Pérez empurrou Ocon contra a parede interna na descida para a famosa curva Eau Rouge duas vezes. O francês reconhece que também cometeu erros, mas argumenta que a situação de novato o colocava em uma posição diferente da do companheiro.

Esteban Ocon (Foto: Haas F1 Team)

“Comecei claramente em desvantagem na primeira corrida [de 2017], mas depois consegui recuperar bem. E então estávamos correndo muito próximos, houve momentos em que cometi erros, outros momentos em que não sinto que tenha sido necessariamente minha culpa”, explicou.

No geral, o dono do #31 defendeu a posição de recém-chegado à F1, mas também admitiu erros cometidos na Force India. “Eu era muito jovem, inexperiente. Eu queria me esforçar ao máximo e mostrar às pessoas do que eu era capaz”, continuou. 

Apesar da rivalidade interna, Ocon avaliou que a dupla foi forte e consistente. “Na época, estávamos apenas correndo forte e tentando correr o melhor que podíamos. E foi também por isso que conquistamos tantos pontos naquele ano”, acrescentou.

“Estávamos correndo muito bem juntos. Há coisas que eu gostaria de ter mudado. Como em Spa, por exemplo. Esse tipo de momento não deveria ter acontecido. Custou pontos à equipe”, reconheceu o piloto da Haas

“Cometi erros ao longo da minha carreira e fiz coisas que não deveria ter feito nas corridas. Mas é assim que se aprende. Todos cometemos erros, mas o importante é como os superamos. Era assim que eu via as corridas naquela época. A corrida era o que mais importava”, continuou.

Para Ocon, o que fica da rivalidade é o arrependimento de não ter levado a parceria de uma forma diferente, embora tenham conquistado bons resultados para a equipe. “Com todo o respeito que eu tinha pelo Checo na época — e ainda tenho agora —, eu teria preferido que as coisas tivessem acontecido de outra maneira”, admitiu.

“Terminamos com uma posição muito boa no campeonato para a equipe. Com o quarto lugar. Um resultado entre os dez primeiros na minha primeira temporada completa. Então, sim, foi muito positivo, com certeza”, concluiu o piloto. 

Em 2025, Ocon finalizou a temporada na 15ª posição com 38 pontos e agora vai para o segundo ano com a Haas, ao lado de Oliver Bearman. Checo retorna para a F1 após um ano de hiato e estreia na Cadillac, tendo como parceiro Valtteri Bottas.

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