Ex-diretor-técnico da Aston Martin, Dan Fallows pediu cautela com a nova fase da equipe de Silverstone na Fórmula 1 a partir da temporada 2026, quando os esmeraldinos esperam dar um passo importante na busca pelo protagonismo no grid. Embora tenha falado positivamente sobre as chegadas da Honda e de Adrian Newey, o aerodinamicista deixou claro que “leva muito tempo” até que todos se entendam e trabalhem juntos da maneira correta.
Com a categoria prestes a competir sob um novo regulamento, a escuderia comandada por Lawrence Stroll gastou cerca de £ 200 milhões (R$ 1,44 bilhão, na cotação mais recente) no Aston Martin Racing Technical Campus, complexo com fábrica, túnel de vento e simulador projetado para concentrar design, produção e desenvolvimento em uma única instalação.
Para lidar com toda essa estrutura, nomes importantes como Tom McCullough, Eric Blandin, Enrico Cardile e Luca Furbatto, por exemplo, foram contratados para compor o corpo técnico. Fallows chegou a fazer parte do elenco nas funções de diretor-técnico e posteriormente de chefe de engenharia no Aston Martin Performance Technologies, despedindo-se definitivamente em abril de 2025.
“É uma equipe que está em plena evolução e que vem alcançando avanços impressionantes”, disse durante participação no podcast James Allen on F1. “A mudança para a Honda foi um grande passo. Se a unidade de potência da Honda estará à altura desde o início é uma questão discutível, mas já vimos que a Honda é capaz de se desenvolver e que investiu uma grande quantidade de recursos nisso. Portanto, mesmo que não estejam onde deveriam estar, vão chegar lá em pouco tempo”, acrescentou.

“A equipe está em uma fase de crescimento, e não podemos esquecer disso. Embora a chegada de Adrian represente um grande passo no desenvolvimento, ainda é um processo e leva tempo. Eles passaram de uma equipe relativamente pequena e de uma fábrica bastante pequena quando entrei para algo muito mais próximo do tamanho necessário, mas leva muito tempo para que os diferentes departamentos trabalhem juntos da maneira correta”, pontuou.
“E acho que o próprio Adrian seria o primeiro a admitir que não é possível sair do zero e se tornar um candidato absoluto ao campeonato em muito pouco tempo. Penso que o fundamental para eles é ver que continuam essa jornada da maneira correta. Não acho que ninguém dentro da equipe espere que sejam candidatos ao campeonato desde o início”, seguiu Fallows, que voltou a apontar as qualidades de Newey antes de finalizar.
“Mas já trabalhei com Adrian antes, e ele é capaz de surpreender, então quem sabe. Ainda assim, acredito que, se virmos um bom progresso por parte deles como equipe, ficarão satisfeitos com isso neste ano”, encerrou.
A Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.
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