Günther Steiner questionou a decisão da Aston Martin de promover Adrian Newey ao cargo de chefe de equipe na Fórmula 1. Para o ex-comandante da Haas, a mudança não aproveita o principal ponto forte do projetista, reconhecido como um dos maiores da história da categoria. O italiano foi além e projetou que o britânico não ficará no cargo por muito tempo.

A Aston Martin vive um início de temporada complicado, com dificuldades para completar corridas e desempenho distante da briga por vitórias. Parte dos problemas está ligada à unidade de potência Honda, que tem apresentado vibrações significativas e impactado o rendimento dos pilotos. O cenário contrasta com a expectativa criada após a chegada de Newey, cuja trajetória vitoriosa em diferentes eras alimentava projeções de evolução imediata.

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O projetista foi anunciado como substituto de Andy Cowell na função em novembro do ano passado, exatamente oito meses após começar a trabalhar na escuderia britânica, o que gerou uma certa surpresa, considerando que o ‘Mago da Aerodinâmica’ sempre preferiu concentrar toda atenção no desenvolvimento dos carros.

Em participação no podcast Drive to Wynn, Steiner criticou a escolha. Segundo ele, a decisão não coloca o profissional na área em que mais pode contribuir — que é no desenvolvimento do AMR26.

Adrian Newey substituiu Andy Cowell na chefia da Aston Martin (Foto: Aston Martin)

“Acredito que, se você perguntasse a Adrian agora, diria: ‘Não sei por que fiz isso ou por que concordei com isso’. Isso mostra que você deve sempre colocar as pessoas onde estão os pontos fortes delas, nunca além disso”, afirmou.

O ex-dirigente da Haas também indicou que não está claro se a iniciativa partiu da própria Aston Martin ou do entorno de Newey, mas reforçou que o cargo não condiz com as principais qualidades do engenheiro.

“Não sei como isso aconteceu, mas obviamente não é onde está o ponto forte dele. Adrian é muito bom no que faz, que é projetar carros — não necessariamente o da Aston Martin no momento, mas vai resolver isso. Acredito que esse desejo de ser chefe de equipe tenha partido dele, sem saber o que o cargo envolve. Por isso, não vai durar muito”, disse.

Segundo o portal Motorsport Magazine, porém, o apontamento partiu da Aston Martin e foi um movimento provisório — o que não foi revelado à época. Newey nunca demonstrou interesse pelo lado administrativo, comercial e midiático do cargo. Por isso, a equipe de Silverstone já busca um substituto para a função, permitindo que Newey concentre esforços no desenvolvimento técnico.

Aston Martin busca novo chefe de equipe para Adrian Newey focar na área técnica (Foto: Aston Martin)

O nome de Jonathan Wheatley foi fortemente ligado ao cargo após a saída repentina do comando da Audi. Entretanto, Pedro de la Rosa, que atua como embaixador da Aston Martin na F1, esfriou os rumores durante o fim de semana do GP do Japão e disse que não há planos para mexer na estrutura neste momento.

A Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna no fim de semana de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.

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