A Fórmula 1 ainda mantém os planos de realizar o GP do Catar, que está programado para acontecer entre os dias 27 e 29 e novembro, apesar do aumento das tensões no Oriente Médio e a decisão da Yamaha de se retirar da corrida da MotoGP, que acontece já no próximo fim de semana.

De acordo com informações do site da revista inglesa Autosport, a F1 enviou uma mensagem às equipes durante o fim de semana do GP da Cidade do México para antecipar possíveis questionamentos sobre a situação. No comunicado, reforçou que pretende concluir a temporada com as corridas no Catar e em Abu Dhabi e que, neste momento, não vê motivos para modificar o planejamento.

A categoria também afirmou que as orientações de viagem e as condições de seguro permanecem iguais às estabelecidas em maio. A avaliação é de que, por enquanto, não há impedimento para a realização da etapa. A segurança, porém, continua sendo tratada como prioridade, e a F1 afirmou que tomará a decisão adequada caso o cenário mude.

O comunicado enviado às equipes também reforçou a orientação para que pilotos e dirigentes evitem declarações públicas excessivamente críticas sobre a realização das corridas no Oriente Médio. A postura é semelhante à adotada anteriormente durante as discussões sobre o regulamento técnico de 2026: a F1 pede que os envolvidos confiem nas avaliações da categoria e da FIA.

No GP da Cidade do México, o chefe da Red Bull, Laurent Mekies, afirmou que a responsabilidade de avaliar o cenário cabe às entidades que têm acesso às informações necessárias.

“É tipicamente tarefa da FIA e da F1 abordar a situação da maneira mais completa possível, com um conjunto completo de informações, e nos orientar. Como não fazemos o mesmo trabalho que elas na avaliação da situação, confiamos plenamente que tomarão a decisão correta”, declarou.

James Vowles, chefe da Williams, também manifestou confiança na condução do assunto pelas entidades responsáveis.

Entre os pilotos, Max Verstappen e Carlos Sainz foram os que demonstraram maior cautela publicamente. O holandês afirmou que, se a decisão dependesse exclusivamente dele, talvez preferisse competir em outro lugar. Depois, ressaltou que a avaliação também depende das garantias de segurança e do que acontecerá nas semanas seguintes.

“Você pode dizer agora que está feliz em ir para lá, mas não sabe o que vai acontecer na próxima semana, porque a região obviamente ainda não está totalmente estável”, afirmou Verstappen.

Sainz, por sua vez, questionou a possibilidade de ter convicção sobre a segurança da etapa neste momento. Em entrevista durante o GP dos Estados Unidos, em Austin, o espanhol destacou que os acontecimentos no Oriente Médio e o cenário político internacional poderiam mudar rapidamente nas semanas seguintes.

“Eles parecem muito convencidos de que a corrida vai acontecer. Do meu lado pessoal, sem falar em nome da GPDA, é muito difícil estar convencido neste momento. Ainda há coisas acontecendo no Oriente Médio e também existe uma eleição nos Estados Unidos, além de acontecimentos políticos que podem afetar o próximo mês e meio de maneira muito repentina”, disse.

Segundo a Autosport, Sainz foi posteriormente procurado e enviou uma mensagem no grupo da Williams para esclarecer que também confia na F1 e na FIA para tomar a decisão sobre a realização da corrida.

A discussão ganhou força mais uma vez no paddock da MotoGP depois que a Yamaha anunciou publicamente que não participará do GP do Catar. A equipe satélite Pramac adotou a mesma posição, o que levou a categoria a emitir um comunicado com ameaça de sanções contratuais e esportivas.

A etapa está marcada para o circuito de Lusail, entre 6 e 8 de novembro. Apesar da resistência de parte do paddock, a MotoGP sustenta que a programação será mantida. O diretor-executivo adjunto da categoria, Carlos Ezpeleta, viajou ao Catar na quinta-feira para conversar com autoridades locais e tratar das garantias de segurança.

Caso a Fórmula 1 não consiga realizar as corridas no Oriente Médio, o plano da Fórmula 1 é de realizar uma corrida em Ímola, na Itália, como substituta no dia 6 de dezembro. O autódromo passou por reformas e está de prontidão para receber a categoria.

A Fórmula 1 volta de 6 a 8 de novembro em Interlagos, palco do GP de São Paulo. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 20ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1 AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

Além disso, o GP estará in loco com os repórteres Evelyn Guimarães, Luana Marino, Vicente Soella e Daniel Balsa.

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DIAATIVIDADEBRASIL*PORTUGALCABO VERDEANGOLAMOÇAMBIQUE
6/11Treino livre 112:3015:3014:3016:3017:30
6/11Treino livre 216:0019:0018:0020:0021:00
7/11Treino livre 311:3012:3013:3015:3016:30
7/11Classificação15:0018:0017:0019:0020:00
8/11Corrida14:0017:0016:0018:0019:00

*Horários de Brasília