Às vésperas da corrida em seu país natal, Stefano Domenicali, atual CEO do Liberty Media, falou sobre alguns dos planos da Fórmula 1 para o futuro. As controversas corridas sprint, que dividem opiniões entre pilotos, mas são sonho de consumo dos promotores, foram tópicos do dirigente, que vê o circo desembarcar em Monza, na Itália, neste fim de semana.

Em entrevista à versão italiana do site Motorsport.com, Domenicali admitiu que há a possibilidade de aumentar o número de corridas sprint no calendário. Atualmente, são 6 eventos que recebem o formato no atual calendário. O mandatário descartou a possibilidade de repetir o que a MotoGP faz, com a sprint sempre nos finais de semana de corrida.

“Sobre a sprint, há a possibilidade [de aumento de provas no formato] no futuro, mas não em 2025. Nós estamos vendo cada vez mais interesse, mas obviamente não podemos pensar em uma escolha como a da MotoGP, onde todos os finais de semana são sprint. Acho que há espaço para aumentar o número e vamos discutir isso no fim do ano”, declarou.

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Largada do GP da Hungria (Foto: Reprodução/F1)

Stefano também confirmou a possibilidade de uma corrida sprint apenas com pilotos jovens durante os testes de pós-temporada, agendados para acontecer na semana seguinte do GP de Abu Dhabi, que está marcado para acontecer no dia 8 de dezembro. O CEO afirmou que mais detalhes devem ser divulgados no fim do próximo mês.

“Há outro projeto na mesa, com a possibilidade de organizar uma corrida sprint para pilotos jovens em Abu Dhabi. Estamos pensando em como dar oportunidades a pilotos jovens durante o teste de Yas Marina para brilharem e ganharem experiência, não apenas no teste, mas em um contexto competitivo. Definitivamente ajudaria o treinamento, mirando em deixá-los preparados para o próximo passo. Vamos falar sobre os detalhes no fim de setembro para entender a viabilidade desta ideia”, seguiu.

Domenicali também falou sobre o crescimento global da Fórmula 1 nos anos recentes. Apesar de encarar a dura pandemia de Covid-19, a categoria conseguiu dar a volta por cima, absorvendo o prejuízo financeiro e se expandindo em termos de popularidade, conseguindo atingir novos públicos e voltando a ser uma operação de sucesso.

“Não estou surpreso pelo crescimento da F1. Estava surpreso pela velocidade com que aconteceu. O Covid foi um divisor de águas. De um lado, tinha a possibilidade real das coisas irem para o lado errado, o risco de não recomeçar. Houve um investimento significativo, colocamos nossa estratégia comercial, de comunicação e esportiva, e o pacote teve um efeito tão disruptivo que superou todas as expectativas. É claro que estamos convencidos dos nossos pontos fortes, mas crescendo tanto em comparação com outras plataformas, que perderam terreno, foi uma grata surpresa”, concluiu.

Fórmula 1 volta neste fim de semana, entre os dias 30 de agosto a 1º de setembro, com o GP da Itália, direto de Monza.