Frédéric Vasseur reconheceu que a classificação no Azerbaijão foi complicada para a Ferrari. O chefe da equipe italiana destacou a queda de temperatura, o vento e a baixa aderência do circuito como fatores que deixaram o comportamento dos carros mais imprevisível, mas admitiu que a Mercedes foi absoluta nesta sexta-feira (25).

Leclerc conquistou o segundo lugar no grid de largada para a prova em Baku, mas ficou 0s837 atrás do tempo que garantiu a pole-position a Russell. Enquanto isso, Hamilton sofreu com os pneus e ficou apenas na sexta posição.

Em entrevista à Sky Sports, Vasseur destacou as condições particulares encontradas em Baku e as diferentes estratégias utilizadas pelas equipes na sessão decisiva. A temperatura caiu em relação à quinta-feira, enquanto o vento e a baixa aderência aumentaram a dificuldade para colocar os pneus na janela ideal.

“Foi uma sessão complicada para todos. Em relação a ontem, a temperatura caiu bastante e os três primeiros fizeram estratégias diferentes. Não acontece com muita frequência de haver três estratégias diferentes entre os primeiros times”, explicou.

“Nós e Mercedes fizemos duas tentativas seguidas, enquanto a McLaren fez uma mais uma. Com as características desta pista, a baixa aderência, o vento e a temperatura mais baixa, sabíamos que tudo estaria mais no limite, mas outros escolheram de forma diferente da nossa”, afirmou.

A estratégia, porém, não explica sozinha a diferença apresentada por Russell. Vasseur reconheceu que a Mercedes apresentou um desempenho superior ao da Ferrari durante todo o fim de semana, mas evitou considerar a disputa encerrada antes da corrida. Para o dirigente, a mudança de condições e o comportamento dos carros ao longo de uma distância maior podem alterar o cenário observado na classificação.

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Enquanto Leclerc larga na primeira fila, Hamilton parte da 6ª posição (Foto: Ferrari)

“Se olharmos para esta classificação, a Mercedes parece forte demais. Mas certamente vamos lutar e pressionar até o fim, e a corrida é sempre um pouco diferente. É verdade que, desde o TL1, Russell pareceu imbatível neste fim de semana, com um ritmo muito forte. Mas a corrida é outra história. As mesmas condições podem acontecer, claro, mas vamos dar o máximo”, disse.

Além da diferença entre Mercedes e Ferrari, Vasseur também explicou o resultado de Hamilton. O britânico saiu da sessão reclamando da dificuldade para fazer os pneus funcionarem e da falta de um carro à frente na tentativa decisiva do Q3. Vasseur acrescentou outro elemento à explicação: um contato com o muro ainda na primeira volta da fase final.

“Lewis teve um contato com o muro na primeira volta do Q3, e isso o obrigou a correr atrás. Além disso, os pilotos estavam todos em sequências diferentes, e ele acabou sozinho, sem vácuo”, explicou.

“Isso custou 0s1 ou 0s2 e provavelmente teria permitido recuperar uma posição”, concluiu.

A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 2 a 4 de outubro, na Malásia, que recebe o GP do Bahrein. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades em Sepang AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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