Assim como aconteceu no GP da Austrália da semana passada, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) foi forçada mais uma vez a realizar mudanças no toque de recolher das equipes para o GP da China, segunda etapa da temporada 2026. Isso porque a Pirelli, fornecedora de pneus da Fórmula 1, sofreu com atrasos devido ao caos logístico causado pela guerra no Oriente Médio.
Vale lembrar que a instabilidade na região começou em 28 de fevereiro, após os ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e a subsequente retaliação do governo iraniano, que lançou ofensivas contra bases militares norte-americanas nos Emirádos Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Arábia Saudita. Com o consequente fechamento generalizado do espaço aéreo, todos os trabalhadores e fornecedores da categoria foram afetados, em maior ou menor escala.
+ GP EXPERIENCE: o novo produto do GRANDE PRÊMIO conecta você aos maiores eventos de esporte a motor do mundo. Vá para Indianápolis com a gente: saiba aqui todos os detalhes.
Desta forma, em Melbourne, a entidade que rege o esporte a motor aboliou o toque de recolher durante o fim de semana, dando às equipes mais tempo para montarem os respectivos carros. Em Xangai, no entanto, foi a Pirelli que se viu prejudicada pela instabilidade no Oriente Médio e desembarcou com atraso no circuito, fazendo com que a FIA adotasse novas medidas.
“Devido aos desafios logísticos enfrentados pela fornecedora de pneus, resultantes de atrasos na chegada do frete — especificamente a necessidade de revisar o ajuste (montagem) programado para quarta-feira —, foram feitas as seguintes concessões”, começou Rui Márquez, diretor de provas da F1.
“Na quarta-feira, e apenas para esta competição, o ‘Período Restrito 1’ será reduzido em seis horas para um máximo de seis membros do time operacional por piloto, exclusivamente com o objetivo de realizar a preparação dos pneus após a montagem realizada pela fornecedora de pneus”, estabeleceu.

O “Período Restrito 1” começa 42 horas antes do TL1 e termina 29 horas antes do começo da programação, enquanto que o “Período Restrito 2” inicia 18 horas antes e termina quatro horas antes dos carros irem à pista pela primeira vez.
Esta é a segunda semana consecutiva em que o período de restrição foi alterado. A guerra no Oriente Médio também colocou em risco a realização dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, programados para acontecer em abril. Embora um cancelamento das etapas seja a decisão mais provável, os organizadores da corrida em Jedá estão buscando alternativas com a FIA e o Liberty Media.
A F1 volta à pista para a segunda etapa da temporada neste fim de semana, no GP da China, entre os dias 13 e 15 de março. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
GP da China de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 00:30 | 02:30 | 04:30 | 05:30 |
| Classificação Sprint | 04:30 | 06:30 | 08:30 | 09:30 |
| Corrida Sprint | 00:00 | 02:00 | 04:00 | 05:00 |
| Classificação | 04:00 | 06:00 | 08:00 | 09:00 |
| Corrida | 04:00 | 06:00 | 08:00 | 09:00 |
*Horário de Brasília
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV
F1 hoje: saiba aqui as notícias mais importantes do dia da Fórmula 1
▶️ Cofundador da Fórmula E vê aproximação conceitual da F1 e crava: “É um erro”
▶️ Russell desaprova críticas sobre regras da F1: “Reclamavam que as corridas eram ruins”
▶️ Ferrari pede calma, mas vê Hamilton “mais confortável” com carro da F1 2026
▶️ Verstappen admite que problema da Red Bull na Austrália “pode se repetir na China”
▶️ As notas do GP da Austrália da F1 2026