A introdução do safety-car após o abandono de Valtteri Bottas mudou completamente a história do GP do Brasil. O pelotão foi reagrupado, vários pilotos fizeram pit-stops e a corrida teve uma sequência inacreditável de eventos, com Max Verstappen vencendo, seguido por Pierre Gasly e Carlos Sainz.
 
Porém, a entrada do safety-car foi discutível. Michael Masi, diretor de provas da FIA, explicou que a decisão foi tomada após entender que o trator precisava ser acionado para remover a Mercedes do finlandês, que não estava em ponto morto e ficou presa na grama.
 
"Valtteri fez um trabalho fantástico ao parar o carro. Estava tentando empurrá-lo para fora da pista, e por isso tivemos amarela dupla, já que tínhamos comissários no local. Foi fora da pista, onde eles tentaram empurrar, mas o carro ficou preso e precisamos do trator. Para mim, assim que o trator precisa entrar, é safety-car na hora", disse o diretor.
#iconeimagem Valtteri Bottas (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Antes da introdução do safety-car, a corrida teve alguns minutos com bandeira amarela dupla na Curva do Lago, início do segundo setor do circuito. Masi explicou que por ter comissários na pista, era a melhor opção no momento.
 
"O comissário disse que o carro ficou preso, e quando você precisa utilizar o trator, isso muda na hora. Estar fora da pista foi o motivo que originou a amarela dupla", completou.