A diferença financeira das equipes sempre fica entre os assuntos mais comentados da Fórmula 1, mesmo após a introdução do teto de gastos, em 2021. Conselheiro-executivo da Alpine, Flavio Briatore enalteceu a ideia do limite orçamentário, mas ressaltou que medidas mais rígidas precisam ser tomadas para equilibrar a categoria financeiramente e dar mais chances aos times menores.

A F1 introduziu o teto de gastos em 2021, logo após a temporada pandêmica de 2020. O objetivo era simples: impedir que as equipes com melhores condições financeiras gastassem mais do que os rivais, além de tornar a categoria mais sustentável financeiramente e equilibrada esportivamente.

Os times agora estão sujeitos a auditorias financeiras da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que verificam se não estão gastando além do que deveriam. No entanto, o teto orçamentário não cobre todas as despesas das escuderias. Os salários dos pilotos e dos três funcionários mais bem pagos de cada time, por exemplo, seguem de fora.

Estima-se que Max Verstappen receba cerca de £70 milhões (R$ 420 milhões na cotação atual) por ano na Red Bull, enquanto a Ferrari paga £60 milhões (R$ 360 milhões) por temporada a Lewis Hamilton. Os representariam uma parcela substancial do limite de custos atual, caso os salários dos pilotos fossem incluídos.

Max Verstappen e Lewis Hamilton recebem salários milionários que não entram no teto de gastos das equipes (Foto: Reprodução)

Além disso, equipes com instalações, infraestrutura, pessoal e propriedade intelectual já consolidados entraram na era do teto de gastos com anos de investimento já acumulados, tornando mais difícil para os times menores diminuir a diferença de desempenho. Por isso, Briatore sugeriu que medidas mais rígidas devem ser tomadas para equilibrar financeiramente a disputa.

“Temos um déficit financeiro, mas precisamos fazer algo mais impactante. Porque, embora o teto orçamentário tenha sido uma ótima ideia, em determinado momento precisamos torná-lo muito mais rigoroso e precisamos incluir os fatores determinantes”, destacou o italiano.

“Precisamos incluir muitas coisas que estão fora do limite orçamentário no momento para dar às equipes menores a possibilidade de competir”, finalizou Briatore.

A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.