O GP dos Estados Unidos está assegurado no calendário da Fórmula 1 por mais nove temporadas. A categoria anunciou neste domingo (19) a renovação de contrato com o Circuito das Américas, em Austin, até 2034. A pista recebe a competição desde 2012.
A ampliação do contrato da F1 com COTA deixa o calendário com três etapas passando pelos EUA até, no mínimo, 2032, que é o tempo do contrato vigente do GP de Las Vegas. Além desses dois, a principal categoria do automobilismo mundial também corre em Miami, que renovou acordo até 2041.
Com 5,5 km de extensão, a pista texana é famosa pela subida que leva à curva 1 e antecede a combinação de alta velocidade entre as curvas 3 e 6. Ao longo dos últimos 12 anos, Austin viu seis pilotos diferentes vencerem, sendo Lewis Hamilton o recordista, com cinco triunfos.
Max Verstappen vem em segundo, com três vitórias, e ainda terá a chance de brigar pela quarta neste domingo, partindo da pole-position. O vencedor da edição de 2024 foi Charles Leclerc, da Ferrari.

O novo contrato também aponta para o crescimento da popularidade da F1 em solo norte-americano. Pesquisa recente realizada pela categoria mostra que houve um aumento de 47% de público nos EUA nos últimos cinco anos. São jovens entre 18 e 24 anos, sendo mulheres a maioria.
A F1 informou também que o GP dos EUA gerou US$ 7 bilhões (R$ 37 bilhões, na cotação mais recente) de impacto econômico para Austin em 2023. Estima-se que o evento tenha atraído gastos diretos e indiretos de mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões), resultando em US$ 38 milhões (R$ 205 milhões) em receitas fiscais para o Estado do Texas.
“Desde 2012, o GP dos Estados Unidos continua a crescer em força e popularidade, e quero agradecer à cidade de Austin e ao Condado de Travis por nos receberem”, disse o CEO da F1, Stefano Domenicali. “A cada ano, o evento no Circuito das Américas se destaca com verdadeira relevância para fãs, pilotos e equipes, atraindo centenas de milhares de torcedores apaixonados que testemunham a ação emocionante na pista e absorvem a energia vibrante do circuito e da cidade”, salientou.
Bobby Epstein, presidente do Circuito das Américas, também celebrou o acordo e agradeceu “aos torcedores, equipes e toda a comunidade da F1 que nos apoiaram consistentemente e fizeram do GP dos Estados Unidos uma parada favorita no calendário global”.
“Com este contrato, COTA ultrapassará Watkins Glen como a pista de Fórmula 1 mais antiga dos Estados Unidos. Graças ao grande apoio e a uma cidade-sede maravilhosa, o GP dos Estados Unidos cresceu e se tornou um dos maiores eventos esportivos de fim de semana do mundo, com um impacto econômico anual incomparável”, encerrou Epstein.
A primeira edição do GP dos EUA foi em 1959, em Sebring. No ano seguinte, a categoria realizou o evento em Riverside. De 1961 a 1980, Watkins Glen foi a casa da F1 no país, passando o bastão para Phoenix em 1989, após oito temporadas fora, e ficou na cidade até 1991.
O GP dos EUA retornou ao calendário da F1 em 2000, no mítico circuito de Indianápolis. Foram oito edições por lá até novo hiato que durou de 2008 a 2011. Em 2012, a F1 retornou ao país norte-americano e escolheu Austin como sede.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP dos Estados Unidos AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificações, sprint e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO em Austin para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.
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*Horário de Brasília
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