O GP da Inglaterra levantou discussões a respeito dos procedimentos envolvendo safety-car e bandeira vermelha na fase final da corrida. E para Gabriel Bortoleto, a paralisação completa da prova só deve ocorrer em casos de acidentes graves ou quando a vida dos pilotos estiver em risco. Durante coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO na Bélgica, o brasileiro disse que não considera necessário realizar alterações na regra e destacou as possíveis consequências de um uso excessivo da bandeira vermelha.

Max Verstappen perdeu o controle do carro e acabou na brita quando restavam quatro voltas para o fim do GP da Inglaterra. Com a demora para liberar a pista e concluir o procedimento de safety-car, não houve tempo para recomeçar a corrida, que terminou sob bandeira amarela.

O episódio foi alvo de muitas críticas por parte de fãs e pilotos e, em busca de uma solução, a FIA se reuniu com os pilotos antes do GP da Bélgica para discutir as regras relacionadas ao safety-car.

Após o GP da Inglaterra, diversas possibilidades foram ventiladas para quando a corrida estivesse perto do fim. Entre elas, esteve o uso da bandeira vermelha, que paralisa a prova, obriga todos os pilotos a retornarem aos boxes e, quando a pista é liberada, permite uma nova largada.

Historicamente, porém, a F1 recorre à bandeira vermelha apenas em situações de acidentes graves que danificam barreiras de proteção ou comprometem significativamente as condições de segurança da pista. Para Bortoleto, uma alteração na regra pode resultar na criação de novos problemas no futuro.

“Não acho que a bandeira vermelha tem de ser acionada em qualquer acidente só porque a corrida está perto do fim. Não precisamos focar apenas no entretenimento, já temos 70 voltas de corrida e isso é entretenimento suficiente. Se o acidente no final da corrida for grave, concordo plenamente que a bandeira vermelha deve ser acionada, pois isso representa um risco à segurança”, disse Bortoleto.

“Mas se for um pequeno acidente como o que aconteceu com Max, em que ele nem chegou a bater, apenas foi para a brita, não vejo razão para precisarmos de uma bandeira vermelha só para tentar completar mais três voltas na corrida. Se colocarmos bandeira vermelha para tudo, as coisas se misturam e outros problemas surgem. E aí você cria mais dez problemas para tentar consertar algo que acontece uma vez a cada 50 corridas”, finalizou Bortoleto.

GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Bélgica  AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além da cobertura completa das atividades, o GRANDE PRÊMIO também estará in loco em Spa com o repórter Leonid Kliuev.

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