George Russell ganhou uma posição em relação à largada do GP da Arábia Saudita e não largou mais para concluir a disputa no quinto lugar em Jedá, atrás apenas das duas Ferrari e das Red Bull. Foi o suficiente, inclusive, para ultrapassar Lewis Hamilton no Mundial de Pilotos e ocupar a quarta colocação — o heptacampeão foi apenas o décimo, após largar em 14º e ver a estratégia da Mercedes dar errado na corrida. Em seu primeiro ano na equipe alemã, o piloto #63 lamentou novamente o estágio de desenvolvimento do W13.
“Senti o carro bem, honestamente. Maximizamos o equilíbrio, sabemos o que estamos devendo, e é o downforce”, admitiu o britânico. “Acelerando até o máximo, fiquei feliz com meu desempenho pelo lado pessoal. Foi realmente tranquilo e fiz meu melhor para tentar me manter próximo à Red Bull, principalmente após a relargada”, salientou.
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“Mas estamos 1s atrás deles e temos trabalho a fazer”, reconheceu. “Conseguimos lidar melhor com o ritmo de corrida do que com o de classificação, mas os problemas continuam lá. Quando olho para o resultado, nós terminamos 30s atrás. Acho que foram 30 voltas depois do safety-car, então isso mostra o quanto estamos atrás”, lamentou.
Russell demonstrou certa impaciência com a dificuldade da Mercedes em progredir o nível do carro na temporada, já que a situação pareceu se manter igual do Bahrein para a Arábia Saudita — no caso de Hamilton foi ainda pior, já que o piloto não conseguiu passar do Q1 por pura falta de ritmo pela primeira vez nos últimos 13 anos.
O jovem britânico afirmou novamente acreditar que a equipe terá capacidade de diminuir consideravelmente o tempo de volta quando conseguir resolver as questões do W13, mas quer que as soluções sejam encontradas mais rapidamente.

“Continuamos a aprender, mas no momento estamos dando passos de bebê e precisamos dar longas passadas”, disse. “Estamos sofrendo para encontrar a ‘bala de prata’ que vai resolver nossos problemas. Não tenho dúvidas de que quando fizermos isso, vamos encontrar muito tempo de volta. Mas é mais fácil falar do que fazer”, comentou.
Por fim, o piloto deixou claro que a Mercedes sabe aonde está o problema, mas não consegue resolver a situação. George citou ainda a falta de conhecimento sobre o novo carro, já que a equipe nem sempre obtém o melhor resultado a partir das configurações. A distância para os carros da frente é grande, e Russell ainda não sabe quando ela irá diminuir.
“Estamos tentando desenvolver o carro apesar dos problemas, mas precisamos resolver a questão principal, que é o quique”, pontuou. “Existem muitos fatores envolvidos. Mudamos a configuração e achamos que vai melhorar, e às vezes torna tudo pior. Ainda estamos aprendendo e estamos longe do ideal. Se resolvermos o quique, resolveremos 99% dos nossos problemas. Não podemos chegar nem perto dos nossos rivais, e não tenho ideia de quando conseguiremos”, encerrou.