Um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou que o GP de São Paulo quebrou novo recorde com relação ao impacto econômico para a capital paulista. Em 2024, a etapa brasileira da Fórmula 1 gerou R$ 1,96 bilhão para São Paulo, um valor 14,3% maior que no ano passado, a maior marca histórica.

De acordo com a FGV, deste total, R$ 1,18 bilhão impacto direto, sendo R$ 776,3 milhões indireto. São estimados R$ 282,4 milhões em tributos federais, estaduais e municipais, representando um crescimento de 9,5% no comparativo anual. O levantamento também apontou o índice de alavancagem de R$ 6,99 na economia local para cada real investido. Também houve um aumento direto de profissionais envolvidos com o evento, saltando 19,5% com relação a 2023 — 20,2 mil x 16.944.

O levantamento da FGV, contando com informações fornecidas pela Secretaria Municipal do Turismo, junto do Observatório do Turismo da SPTuris, coloca o GP de São Paulo como o maior evento esportivo recorrente do Brasil. Vale ressaltar que a etapa possui contrato garantido até 2030.

“Nós, da organização do GP São Paulo, ficamos muito felizes em poder proporcionar benefícios econômicos e sociais para a população de São Paulo enquanto realizamos um evento que também proporciona lazer de qualidade para a cidade, atraindo milhares de turistas para a cidade. O GP gera empregos, movimenta a hotelaria, o comércio, os restaurantes, aumenta a receita do município. Isso mostra que o GP está também presente na vida do cidadão que eventualmente não vem ao autódromo, mas é impactado pelos benefícios gerados por este grande evento,” falou Alan Adler, CEO do GP São Paulo.

Lewis Hamilton com carro de Ayrton Senna fez parte da programação do GP de São Paulo (Foto: Rodrigo Berton/Warm Up)

“Os resultados positivos do GP de São Paulo de Fórmula 1 são reflexo de um trabalho que vem sendo desenvolvido pela cidade para que um dos mais importantes eventos automobilísticos do mundo se firme no nosso calendário esportivo.  Este ano, investimos mais de R$ 163 milhões em obras no autódromo para que os fãs de dentro e fora de São Paulo tenham sempre uma experiência à altura do GP. Estamos realizando as obras do Hospitality Center, com três andares e capacidade para 6 mil pessoas, melhorando a infraestrutura de atendimento ao público. Também estamos executando um túnel para acesso de caminhões sem que passem pela pista, além de instalação de placas solares entre outras benfeitorias. Toda essa modernização tem tornado o autódromo de Interlagos um dos grandes geradores de receita para o município, com mais divisas e geração de milhares de empregos”, afirmou Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo.

Novo recorde também para o público, que foi de 291.717 nos três dias de evento, o que representa um aumento de 9,25% com relação a 2023. Desde, 30% são residentes da cidade de São Paulo, sendo 54,2% de outras cidades brasileiras e 15,8% de outros países. Do total, 55,6% consideram o GP o principal símbolo da capital paulista. Destaque para a presença feminina: 36,9%.

A faixa entre 18 e 29 anos somou 40,2% dos presentes no evento, enquanto o público de 30 a 39 anos a representou 31,4%. Entre 40 e 49 anos ficou em 16,1%, sendo que dos 50 aos 59 cresceu de 7,1% para 8,6%. A porcentagem de pessoas com mais de 60 anos permaneceu em 3,7%. 

O retorno de mídia do GP de São Paulo também quebrou recorde, de acordo com levantamento do Fórmula Money. A exposição ficou avaliada em US$ 477,3 milhões [cerca de R$ 2,58 bilhões], 80,2% do valor vindo de transmissões televisivas, 14,6% de mídias digitais e 5,3% de mídias impressas.

A Fórmula 1 agora volta às pistas para o GP de Las Vegas, nos Estados Unidos, entre os dias 21 e 24 de novembro. Depois, realiza corridas no Catar, última sprint do ano, e Abu Dhabi.

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