Lewis Hamilton apontou dois problemas que o atrapalharam na classificação do GP do Azerbaijão nesta sexta-feira (25): a dificuldade para colocar os pneus na janela ideal e a falta de vácuo no Q3. Segundo o heptacampeão, a Ferrari mudou o plano pouco antes do início do terço final da sessão e acabou ficando distante demais de qualquer carro à frente que pudesse reduzir o arrasto aerodinâmico. Por isso, levantou questionamentos sobre a execução da escuderia italiana.

Hamilton terminou em sexto, 1s332 atrás da pole de George Russell, e reconheceu que tinha ritmo para acompanhar a Mercedes em Baku. Após a atividade, o britânico explicou que a dificuldade com os pneus apareceu durante todo o fim de semana, mas ficou mais evidente conforme a classificação avançou.

“Temos sofrido durante todo o fim de semana para fazer os pneus funcionarem. O Q1 foi razoavelmente bom, senti que o carro não estava tão ruim. No Q2, começamos a sofrer ainda mais com os pneus traseiros”, explicou Hamilton em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO.

A Ferrari optou, então, por mudar o plano de classificação para o Q3 e mandar os pilotos à pista para fazer duas tentativas de uma vez só. Hamilton, porém, não esperava sair dos boxes sem nenhum carro à frente. Com uma diferença de cerca de 25s para Russell, acabou sem referência para aproveitar o vácuo na longa reta de Baku. A situação o deixou ainda mais preocupado com os pneus, que não ficaram na condição desejada antes da tentativa decisiva.

“Depois do Q2, decidiram mudar o plano e fazer apenas uma saída. Eu não tinha previsto que sairia sem ninguém à minha frente e ficaria apenas puxando o carro durante toda a volta. Estava 25s atrás do George, então não tinha ninguém à minha frente”, relatou.

“Eu estava fazendo zigue-zague para tentar me salvar e ainda assim não consegui fazer esses pneus idiotas funcionarem. É um saco”, reclamou.

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Lewis Hamilton sofreu com os pneus na classificação em Baku (Foto: Ferrari)

“Essa é sempre a questão. Todo fim de semana, a questão é se conseguimos fazer um bom trabalho ou não. São circunstâncias diferentes. Você administra tudo da melhor maneira possível; às vezes funciona a seu favor, às vezes não”, disse.

Mesmo com os problemas de execução, Hamilton não atribuiu apenas à estratégia a diferença para Russell. O piloto reconheceu que a Ferrari simplesmente não tinha velocidade suficiente nas retas para enfrentar a Mercedes na classificação. Russell garantiu a pole com 1min42s526, enquanto Charles Leclerc colocou a outra Ferrari na primeira fila, mas 0s837 atrás do britânico.

“De qualquer forma, não poderíamos competir com a Mercedes. Eles são simplesmente muito mais rápidos do que nós nas retas. Fizeram um ótimo trabalho. Talvez sejamos o terceiro carro mais rápido. Acho que Max também foi mais rápido durante todo o fim de semana, e não sei o que aconteceu com ele na sessão”, concluiu.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP do Azerbaijão AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além da cobertura completa, o GRANDE PRÊMIO está in loco com o repórter Leonid Kliuev.

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