Lando Norris começou a temporada 2026 de forma discreta, mas tem ganhado terreno nas últimas etapas. Após duas poles e mais duas vitórias consecutivas, o atual campeão mundial voltou a ser considerado na briga pelo título da Fórmula 1 mais uma vez. No entanto, mesmo reconhecendo o bom trabalho feito pela McLaren, não acha que tem o carro ideal em mãos para desafiar a Mercedes.
Nos Países Baixos, neste último domingo (23), Norris voltou a subir no degrau mais alto do pódio depois de largar da pole-position. Consequentemente, chegou a 159 pontos somados e está em quarto no Mundial de Pilotos, 83 tentos trás do líder, Andrea Kimi Antonelli.
Norris saiu do carro bastante satisfeito com a performance da McLaren em vários quesitos em Zandvoort, em especial nos trechos de maior velocidade. Ainda assim, reconheceu que a Mercedes ainda tem uma vantagem considerável em curvas mais fechadas e lentas, o que dificulta uma perseguição aos rivais de cima.
“Estou confiante porque claramente temos um carro forte em algumas áreas. Não é como no ano passado, quando éramos bons em praticamente tudo. Somos muito fortes nas curvas de alta velocidade, e é justamente aí que mais evoluímos o carro: no desempenho em alta velocidade. Ninguém se compara a nós nesse aspecto, e isso é algo positivo“, avaliou Norris, que ainda não acredita ter “o carro necessário” para ser campeão.
“A vantagem que tivemos sobre a Mercedes nas curvas 7 e 8 foi absurda, mas a vantagem que eles têm sobre nós nas curvas de baixa velocidade também é absurda. Por isso, não tenho confiança para dizer: ‘Sim, posso brigar facilmente pelo título pelo restante da temporada’. Sei que acabei de vencer duas corridas seguidas e conquistei duas poles consecutivas, mas, no momento, não tenho o carro necessário para brigar pelo título. E sei que essa é uma declaração forte”, continuou o piloto do #1.
Fazendo uma autoavaliação, Norris reconheceu que tem melhorado bastante desde o começo da temporada passada, quando teve performances inconsistentes e viu Oscar Piastri abrir na liderança. Apesar de sentir que o carro deste ano é mais difícil de guiar, acredita que tem evoluído bem em pista.

“Eu estava pilotando em um nível muito alto na segunda metade do ano passado. É difícil dizer, mas acho que, de algumas formas, é um carro mais complicado de guiar neste ano. E dá para perceber isso porque as diferenças entre os companheiros de equipe costumam ser maiores neste ano do que eram no ano passado”, avaliou.
“Acredito que consigo entender melhor as situações e o carro. Ainda é simplesmente horrível de pilotar, mas estou fazendo um trabalho melhor para entender tudo isso, transmitir essas informações à equipe e encontrar soluções. Então, não é apenas uma questão de estar pilotando melhor na pista. Certamente estou eliminando minhas deficiências ao volante — e não tenho muitas —, mas também estou trabalhando melhor fora da pista. Para mim, a diferença de ontem para hoje é um exemplo perfeito: o trabalho que fizemos durante a noite transformou a corrida e me deu a oportunidade de vencer”, encerrou.
A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de setembro em Monza, palco do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026.