Nesta última terça-feira (25), a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) realizou a audiência para discutir a apelação de Red Bull e McLaren a respeito da reinstauração do pódio conquistado por Pierre Gasly no GP de Mônaco, em junho. No caso, o francês teve uma punição revertida pós-corrida, o que incomodou Andrea Stella, chefe da equipe papaia.

Em Zandvoort, no último fim de semana, Stella explicou as intenções por trás da apelação sobre o episódio em Monte Carlo. Na corrida, Gasly cruzou a linha de chegada em terceiro, mas uma punição por excesso de velocidade nos boxes o jogou para sétimo e promoveu Isack Hadjar, da Red Bull, ao posto final no pódio.

A Alpine pediu direito de revisão e constatou que a extensão do pit-lane havia sido medida incorretamente pelo responsável pela cronometragem. A velocidade média no trecho foi calculada com base em uma equação de velocidade, distância e tempo, em vez de considerar um ponto único na entrada ou na saída.

A direção de prova aceitou a revisão e retirou uma das punições de Gasly, o que o ajudou a recuperar o pódio. A McLaren, porém, não conseguiu fazer o mesmo com Oscar Piastri, que também foi punido por limite de velocidade nos boxes, já que o australiano chegou a cumprir a sanção ainda em pista, diferentemente do piloto francês da Alpine.

Stella, então, explicou o que a McLaren espera ao contestar a reinstauração do pódio de Gasly em Mônaco.

“Vamos à audiência no Tribunal Internacional de Apelação com uma dupla intenção. A primeira é mais geral do que o interesse da McLaren. Acreditamos que o processo que ocorreu após a corrida em Mônaco precisa ser revisto, pensando na questão da justiça para todos os competidores”, justificou o dirigente.

Pierre Gasly recuperou o pódio no GP de Mônaco (Foto: Rodrigo Ruiz/Grande Prêmio)

“O fato da punição ter sido retirada levanta algumas questões importantes, e gostaríamos de aproveitar a oportunidade no Tribunal Internacional de Apelação para obter um esclarecimento sobre esse aspecto”, seguiu.

“Obviamente, há mais aspectos relacionados a este caso. Podemos entrar nas questões técnicas sobre como a velocidade do limitador de velocidade dos boxes foi calculada. Mas, para mim, em um nível mais amplo, a questão principal é a justiça e o princípio que precisam ser esclarecidos e, possivelmente, restabelecidos, porque acho que o que aconteceu gera preocupações importantes“, comentou Stella.

O dirigente italiano seguiu e ainda disse que tem mais uma intenção na apelação: os interesses da McLaren, que se sentiu prejudicada pelos erros da FIA no episódio. Piastri ficou na quinta posição do GP de Mônaco depois de cumprir a punição nos boxes, 24s261 atrás de Andrea Kimi Antonelli, que venceu.

“O segundo aspecto é o interesse da própria McLaren. Não temos apenas esse nível de preocupação, mas também fomos materialmente prejudicados por termos cumprido uma punição que não é passível de recurso, e isso, inclusive, nos custou pontos no campeonato. Então, acredito que há um interesse geral da Fórmula 1, do esporte e da integridade do esporte, e há também um interesse concreto da McLaren em termos do impacto no campeonato“, falou Stella.

Andrea Stella vai atrás dos interesses da McLaren no tribunal (Foto: McLaren)

“Esses são, portanto, os dois pontos de vista, as duas perspectivas que queremos levar adiante e sobre as quais buscamos esclarecimentos no próximo Tribunal Internacional de Apelação”, finalizou.

Apesar da audiência ter sido marcada para esta última terça-feira (25), nenhuma definição foi divulgada pela FIA ou as equipes envolvidas até o momento.

A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de setembro em Monza, palco do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026.