Andrea Stella lamentou os novos problemas de confiabilidade sofridos pela McLaren no GP de Mônaco deste domingo (7), mas tentou tirar lições positivas da sexta etapa da temporada 2026. O chefe da equipe ainda apostou que os próximos circuitos a receberem a Fórmula 1 vão se encaixar melhor nas características do MCL40.
Distantes da briga entre Mercedes, Ferrari e Red Bull, Lando Norris e Oscar Piastri viveram cenários diferentes em Monte Carlo. Enquanto o atual campeão mundial voltou a ter problemas na unidade de potência e, por isso, não completou as 78 voltas, o australiano sobreviveu às punições e aos abandonos para receber a bandeira quadriculada na quarta colocação.
“Hoje foi, infelizmente, mais uma corrida de duas realidades para a equipe. Frustrantemente, a prova de Lando terminou com um abandono na volta 45. Identificamos uma anomalia na unidade de potência que não havia se manifestado antes da corrida. Tentamos administrá-la por meio de medidas de mitigação e ajustes de configuração, o que nos permitiu manter o carro na pista por mais algumas voltas, mas o problema acabou se revelando terminal”, começou Stella.
“À medida que avançamos nesta nova geração de unidades de potência, existe naturalmente uma curva de aprendizado. Nossa integração e colaboração com a Mercedes HPP (divisão de motores da fabricante) é excelente, e trabalharemos de forma metódica em conjunto para resolver esses desafios técnicos emergentes. O lado positivo é que esta provavelmente era a última corrida programada para essa unidade de potência específica, portanto não esperamos grandes implicações para a alocação de componentes de Lando ao longo da temporada”, pontuou.
“Do outro lado da garagem, Oscar fez uma corrida excepcionalmente precisa e controlada. Manteve tudo sob controle, cometeu pouquíssimos erros e executou perfeitamente o plano traçado. Também quero elogiar nossa equipe de estratégia pela excelente decisão de chamá-lo aos boxes durante o safety-car, o que efetivamente anulou sua punição”, acrescentou o chefe da McLaren, que, por fim, analisou o quadro de maneira geral.
“Apesar das boas decisões operacionais e estratégicas, precisamos ser honestos conosco mesmos em relação ao nosso ritmo. Hoje, Ferrari e Mercedes estavam atuando em uma dimensão completamente diferente. Está claro que temos muito trabalho a fazer na fábrica para tornar o carro fundamentalmente mais rápido e mais confiável. Vamos revisar o fim de semana, focar no desenvolvimento e continuar avançando”, declarou.

“Felizmente, já voltamos à pista no próximo fim de semana, em Barcelona. Depois do Canadá, ficou claro que nosso pacote atual não se adapta bem a circuitos com características como as encontradas lá e em Mônaco. Ao seguirmos para a Espanha, esperamos encontrar um traçado que favoreça mais os pontos fortes do MCL40, mas continuamos realistas em relação à força da concorrência. O GP da Espanha é mais uma oportunidade, e estamos ansiosos para enfrentá-la de frente”, encerrou.
A Fórmula 1 volta de 12 a 14 de junho com o GP de Barcelona, sétimo da temporada 2026.
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