Toto Wolff comparou o som dos atuais motores da Fórmula 1 a um “alarme de incêndio” e defendeu o retorno dos motores V8 à categoria no próximo ciclo de regulamento. O chefe da Mercedes afirmou que a F1 caminha para uma configuração com maior participação do motor a combustão, revelando que mantém conversas ativas com Mohammed Ben Sulayem sobre o futuro das unidades de potência.
Em entrevista ao site RacingNews365, Wolff explicou que está ajudando o presidente da Federação Internacional de Automobilismo [FIA] com os planos na retomada dos motores V8 na F1, com intuito de alinhar ideias sobre a possibilidade de encerrar a atual era turbo-híbrida.
“Os motores atuais são extremamente complexos, e estamos começando a compreendê-los melhor, pois eles mudaram a dinâmica das corridas. Alguns gostam das provas de domingo e da disputa, já que há muitas ultrapassagens, enquanto outros não gostam, mas os pilotos que melhor se adaptam são os que vencem. Contudo, não suporto ouvir os carros acelerando no grid por dez segundos antes da largada; som atual lembra um alarme de incêndio”, afirmou.
Wolff também projetou como poderia ser a configuração da unidade de potência em um horizonte de três a quatro anos. Segundo o dirigente, a tendência seria aumentar significativamente a participação do motor a combustão e reduzir a capacidade da bateria.

“No médio e longo prazo, pensando em um horizonte de três a quatro anos, com base no cenário atual, voltaremos para um motor a combustão, que será responsável por mais de 50% do desempenho. Ben Sulayem quer um motor V8 de oito cilindros, que tenha um som excelente, e uma bateria de menor capacidade. Acredito que a proporção ficaria em torno de 80:20 [em termos de potência entre o motor a combustão e a bateria], com uma potência total de 1.000 cavalos. Acho que é nessa direção que a F1 está caminhando no momento e, como purista, gosto disso”, ressaltou.
Em 2027 e 2028, a Fórmula 1 já prevê uma alteração na divisão de potência estabelecida pelo regulamento de 2026. A proporção deixará de ser próxima de 50:50 entre motor a combustão e componente elétrico e passará para 60:40, favorecendo a parte térmica.
“Aumentando o fluxo de combustível, teremos mais potência, e isso exige adaptação de alguns componentes de hardware. Nós queríamos um aumento de 50 quilowatts na potência do motor para o ano que vem, mas a Ferrari vetou a proposta. Então, teremos um incremento de 20 quilowatts e, posteriormente, em 2028, um aumento de 50 quilowatts”, concluiu.
A Fórmula 1 volta neste final de semana, de 21 a 23 de agosto, no GP dos Países Baixos, 12º da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades em Zandvoort AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificações e corridas em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além da cobertura completa, o GRANDE PRÊMIO estará in loco com o repórter Leonid Kliuev.
GP dos Países Baixos de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1: 07:30
- Classificação sprint: 11:30
- Corrida sprint: 07:00
- Classificação: 11:00
- Corrida: 10:00
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1: 09:30
- Classificação sprint: 13:30
- Corrida sprint: 09:00
- Classificação: 13:00
- Corrida: 12:00
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1: 11:30
- Classificação sprint: 15:30
- Corrida sprint: 11:00
- Classificação: 15:00
- Corrida: 14:00
Horários em Moçambique
- Treino livre 1: 12:30
- Classificação sprint: 16:30
- Corrida sprint: 12:00
- Classificação: 16:00
- Corrida: 15:00