Os 72 pontos de vantagem que a Mercedes tem para a Ferrari no Mundial de Construtores ainda são vistos com preocupação por Toto Wolff. O chefe admitiu que a liderança da equipe alemã seria muito mais confortável se não tivesse cedido “de 70 a 80 pontos” para os italianos com os problemas de confiabilidade apresentados por George Russell e Andrea Kimi Antonelli na temporada 2026.
Wolff fez um balanço do desempenho da equipe na primeira metade do ano. Já são 379 pontos acumulados no Mundial e vitórias em oito das 11 etapas realizadas. A questão, no entanto, é que em quatro não conseguiu completar ou pontuar com os dois carros. E em todas as ocasiões, houve falha de confiabilidade.
No Canadá, Russell sofreu uma falha na unidade de potência e abandonou. Depois foi a vez de Antonelli abandonar pela mesma razão na Catalunha. Em seguida, na Inglaterra, o italiano viu a proteção da roda dianteira quebrar, terminando a prova fora dos pontos. Por fim, na Bélgica, Russell ficou sem bateria ao final da reta Kemmel ainda na volta 1 e não conseguiu evitar contato com Lewis Hamilton.
Coincidentemente, a Ferrari venceu duas corridas que contaram com problemas de confiabilidade da Mercedes (Catalunha e Inglaterra), por isso Toto pondera quando a Mercedes é posta no papel de dominante em 2026.
“Acho que começamos a temporada muito fortes”, declarou Wolff em entrevista ao portal neerlandês RacingNews365. “Acredito que nossa preparação também contribuiu. Como empresa fabricante de unidade de potência e chassi — ou equipe esportiva —, conseguimos realmente obter resultados e nos colocar em uma posição bastante dominante”, acrescentou.
“Definitivamente sofremos com a confiabilidade. Tivemos três ou quatro abandonos, perdemos de 70 a 80 pontos contra nossa concorrente direta, a Ferrari — que nos superou — por não completarmos as corridas. Hoje temos uma distância de pouco mais de 70. Se somarmos mais 70, teríamos uma vantagem realmente sólida”, afirmou.

“Mas perdemos esses pontos e todos estão diminuindo a diferença. Por isso, houve GPs mais complicados. Na verdade, as duas últimas vitórias da Ferrari aconteceram porque nós deixamos escapar: azar com safety-car [em Barcelona] e Kimi [terminando fora da zona de pontuação devido a problemas de confiabilidade] em Silverstone”, completou Wolff.
Por fim, ele afirmou que a Mercedes vai trazer atualizações para a segunda metade do campeonato, com o adendo de que o número de novidades dependerá do teto orçamentário.
“Quando alguém traz uma atualização, praticamente sobe de nível. Vimos Ferrari e McLaren trazendo atualizações enquanto nós não trouxemos, e, de repente, tivemos de lutar muito”, seguiu.
“Então, sim, traremos atualizações, mas tudo depende de quando poderemos encaixá-las, pois é preciso equilibrar o trabalho entre o próximo ano e o atual. Novamente, o teto orçamentário é um fator crucial. Quantas peças podemos produzir e instalar no carro? Por isso, ainda não está claro quando isso acontecerá”, encerrou.
A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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